quinta-feira, 5 agosto 2021
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Africa

Formada pela Parsons School of design em Nova York, escola famosa pelos grandes nomes da World Fashion que passaram por lá como Calvin Klein, Marc Jacobs, Donna Karan, entre outros, a estilista Irá Salles vêm desenvolvendo um trabalho autoral com técnicas manuais numa linha moderna, sofisticada e com acabamentos impecáveis em materiais selecionados e de primeira qualidade.

Iniciando a sua carreira trabalhando com alta costura ao lado de Carolina Herrera, onde desenvolveu modelos para Uma Thurman, princesa Margareth, dentre outras celebridades, mas foi com uma linha de bolsas que tudo começou, quando resolveu voltar ao Brasil. Estabelecida em Salvador, Irá tem as suas peças vendidas em mais de 50 pontos do Brasil, além de 30 pontos de venda no exterior distribuídos entre os Estados Unidos, Canadá, Japão, França e Inglaterra.

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Em busca de inspiração para as novas coleções que lança corriqueiramente, a estilista mergulhou na África na época de colônias inglesas, para apresentar o Outono Inverno 2016 da grife. O filme dirigido e produzido em 1985 por Sydney Pollack , estrelado por Robert Redford e Meryl Streel, ” Out of África” traz o mood de romance e despojamento, esperados por Irá,  para criar peças marcantes em cores e detalhes e cheias de identidade.

“Trabalhos artesanais típicos, como costuras rústicas, onde cores não precisam combinar, apenas agradar, fechos de osso se misturam a couros e camurças e uma fusão de estampas bi colores,  completam os looks da estação, onde a proposta é misturar” comentou Irá ao Site UR.

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As cores vão do verde folha com azul, vinho com areia e mostarda com cru. As contas que se misturam ao clássico crochê, levam textura craquelada, assim como couros de aspecto desértico numa sintonia em clima de savana africana.

No verdadeiro toque inglês, os famosos brogues ganham solado de sisal, tendo às bolsas, protagonistas da coleção, todos os tamanhos, desde mini, passando por clutches, até maxi, apresentando possibilidades infinitas à todos os públicos e estilos.

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As peças da estilista podem ser encontrada em Salvador, na Alameda dos Umbuzeiros, 498, Caminho das Árvores ou através do site.

Mais antigo bloco afro do Brasil, o Ilê Aiyê embarca, no próximo mês, para uma viagem internacional a destino da Costa do Marfim, no continente africano. De 05 a 12 de março, a Band’Aiyê e dirigentes da entidade, dentre eles o seu presidente, Vovô, participam da 9ª edição do Mercado de Artes Cênicas Africanas (MASA).

O convite para participar do MASA surgiu durante uma visita do diretor do evento, Yacouba Konate, à Senzala do Barro Preto, na Liberdade, em agosto do ano passado. Impressionado com o trabalho realizado pelo Ilê Aiyê, Konate não titubeou e convocou a Band’Aiyê para fazer apresentações na abertura e no encerramento do festival. Apesar de ser a primeira vez que integrantes do bloco afro visitam a Costa do Marfim, o Ilê já esteve em outros países africanos, como Senegal, Angola e Benin.

Nesta edição, o MASA – que é realizado a cada dois anos em Abidjan, na maior cidade do país africano – traz como tema Reinventando a Arte do espetáculo. Mais de dois mil participantes, divididos em 100 grupos da África, América, Ásia e Europa, irão se apresentar nas cinco áreas artísticas do evento: dança, música, teatro, conto e comédia.

O Ilê Aiyê leva na bagagem toda sua história, tradição e beleza e irá mostrar, por meio do seu canto, dança e estética, toda sua luta pela valorização e inclusão da população afrodescendente, causa que, desde 1974, vem inspirando a criação de muitos outros grupos culturais no Brasil e no mundo. Além do Ilê Aiyê, o cantor e compositor Saulo representa a Bahia neste grande encontro, que é um dos mais prestigiados acontecimentos artísticos do continente.

 

As empresárias Milena Giócomo e Aline Biliu, proprietárias da Miranda Estúdio, buscaram inspiração para as suas criações, em uma vila pequena no oeste da África, em Burkina Faso, nas pinturas desenvolvidas pelas mulheres do Tiébélé. Em um espaço circular com pouco mais de 1.2 hectares, moram as pessoas do grupo Kassena, que vivem praticamente isoladas do resto do mundo e mantêm uma identidade cultural bastante forte, distinta e histórica, parte disso traduzido nas paredes das casas.

Cada residência possui um certo padrão de pintura e cor, garantindo uma “cara” única para cada casa. Muitas delas não são habitadas por integrantes do grupo, mas por cadáveres. Os mausoléus ficam juntos às residências comuns e trazem sua própria beleza, também expressa por meio da pintura nas paredes.

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Todos os anos, passado o período de chuvas, as casas são repintadas, com símbolos tradicionais da cultura Kassena e trazem seus próprios significados, além de representarem o dia a dia dos moradores.

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Esses símbolos são muitos e em cada parede decorada descobre-se uma nova lição, onde, de geração em geração, é costurada uma história milenar que sobrevive ao tempo, aos ventos e às chuvas” comentou Camila da Miranda. As peças foram  apresentadas nesse domingo(21) na quinta edição do Biergarten Salvador, no Trapiche Barnabé e em breve estarão disponíveis na The Finds ou através do contato aloalomiranda@gmail.com.

Moringa by Miranda
Moringa by Miranda

Convidado pela NC -Agência de Comunicação, o artista visual e arte-educador Denissena faz residência em Angola por duas semanas, para realização da sua arte em um dos parques mais importantes do continente africano, Ulengo Center, em Luanda.

O Ulengo Center é um misto de Parque de diversão com Shopping Center, investimento  de mais 56 milhões de dólares, financiado por empresários do grupo angolano Glakeni, com obra chinesa da King Ting.

“Fui convidado para pintar as paredes das salas de cinema 12D. Super moderno por dentro e a valorização da arte urbana por fora. O bacana é a arte urbana dialogando, sendo super valorizada e contemplada no contexto estético do parque.” disse o artista que se dedica ao grafite há quase 20 anos.

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É a segunda vez que Denissena realiza job em Luanda, já tendo participado da II Trienal de Arte Contemporânea de Luanda em 2010, sendo a cidade, mesmo em reconstrução, um mercado aberto para arte moderna. Além da sala de cinema , Denissena pinta um avião, acervo do parque.

“A inspiração vem das gotas d’água, lágrimas do povo que luta, sonha e concretiza. O Elemento Água sagrada da ancestral Dandalunda / Oxum. A língua Kimbundo quem vem da nação Angola. Riqueza admirável”  afirma Denissena.

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