Teatro Gamboa tem semana marcada por dança, shows, exposição e laboratório de investigação da voz

Crédito: Beatriz Almeida

Abrindo a agenda da semana no Teatro Gamboa, o multiartista negro e LGBTQIAPN+ PETER apresenta, nesta quarta-feira (15), às 19h, o show autoral “IARA”, que une música, ancestralidade e identidade em uma travessia poética inspirada na figura da rainha das águas. A obra estabelece um diálogo entre o conto afro-brasileiro e as vivências de um corpo negro e LGBTQIAPN+, propondo reflexões sobre diversidade, pertencimento, resistência e transformação social. A apresentação ressignifica a imagem de Iara ao tensionar temas como acolhimento e exclusão, voz e silêncio, beleza e perigo. O espetáculo volta a acontecer nos dias 22 e 29 de julho. Os ingressos custam R$20/R$40 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do Teatro Gamboa.

Na quinta-feira (16), às 19h, a artista baiana Monique Nascimento apresenta o show “Sete Dias”, um encontro semanal com o público. O show mostra suas canções autorais, já registradas no disco de estreia (Tempo, 2024), além de composições recentes, inéditas e algumas releituras. No palco, ela é acompanhada de Felipe Guedes (violão, guitarra) e Nilton Azevedo (Flauta, saxofone, clarone), com direção musical da também soteropolitana Livia Nery e arranjos criados coletivamente. O show volta a acontecer no dia 23 de julho. Os ingressos custam R$25/R$50 para assistir presencialmente, ou R$15 para assistir pela plataforma virtual do Teatro Gamboa. 

A dança assume a programação na sexta-feira (17), às 19h, com o espetáculo “Órbita: um caminho de vida”. Nela, Caíque Melo interpreta a obra de dança de fusão contemporânea livremente inspirada no álbum ISON, da artista Sevdaliza, convocando o público para uma travessia sensorial de som, movimento e estética. Os ingressos custam R$20/R$40 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do Teatro Gamboa.

Fruto do retorno do artista Daní às suas raízes na região do semi-árido, o EP CANCÃO — com previsão de lançamento para agosto — dá o tom do repertório do show “Cancão e outras histórias” neste sábado (18), às 17h. Somadas as músicas do EP e outras canções compostas e já lançadas por Daní, ele leva releituras de músicas do universo cancioneiro brasileiro, que fazem parte da formação musical do artista. O repertório reúne músicas como “Cancão” (uma ode a esse passarinho sertanejo) e “Umbuzal”, ambas finalistas, respectivamente, do 22° e 23° festival de música da Rádio Educadora FM. Os ingressos custam R$20/R$40 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do Teatro Gamboa.

Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição de um fragmento do filme “Silêncio e Som”, que trata de uma imersão nas paisagens mais íntimas da Chapada dos Veadeiros. Após cada apresentação, acontece o PapoGamBoa, um bate-papo entre o público e os artistas.

Exposição “Cor-de-Rosa Choque” — Na Galeria Jayme Fygura — foyer do Teatro Gamboa — o público pode conferir a exposição “Cor-de-Rosa Choque”, de Rita Rocha. Trata-se de uma história em quadrinhos que coloca o protagonismo feminino em cena com poesia e humor. São dezoito personagens criadas a partir de textos pessoais.

LAB Corpo Instrumento – Laboratório Vocal Contemporâneo — Nos dias 17 (09h às 13h), 20 e 21 (17h às 20h), 24 (09h às 13h), 27 e 28 (17h às 20h) e 31 de julho (09h às 13h), acontece o laboratório Corpo Instrumento, voltado à investigação da voz em relação ao corpo, à respiração, à escuta, à presença e à criação coletiva, conduzida por Liz Reis. O percurso culmina em uma apresentação performática construída no MAB. As inscrições acontecem no formulário online  https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdagp6kBDoJKlKPm67bAAjjU3yz5RG481Dyhl6jVnGhuXD2rw/viewform?usp=publish-editor&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio, com contribuição consciente. 

Localizado no centro de Salvador, o Gamboa é um lugar de criação, circulação artística e formação, um espaço que sustenta uma parte importante do ecossistema cultural e torna possível que novas cenas, artistas e caminhos continuem surgindo. Hoje, a associação formada por artistas, técnicos e trabalhadores da cultura, responsável pela gestão do Teatro Gamboa há 18 anos, dá início ao processo de compra do imóvel, garantindo que este espaço siga tendo sua história escrita pela cultura, promovendo encontros, criando conexões e, acima de tudo, democratizando o acesso à arte.