quinta-feira, 9 fevereiro 2023
Expresso Salvador
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Luedji Luna

Luedji Luna

A cantora e compositora baiana Luedji Luna é a convidada do projeto Vozes Negras, da  Orquestra Afrosinfônica, nesta quarta-feira (25), às 19h, na Estação Imbuí do Metrô em Salvador.

O projeto, que tem patrocínio do Instituto CCR e CCR Metrô Bahia, já recebeu artistas como Russo Passapusso, Gerônimo Santana e Mariella Santiago que se apresentaram para os clientes do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas.

A série de concertos no metrô é fruto de uma parceria entre a concessionária e a organização social Casa da Ponte, que abriga a Orquestra Afrosinfônica, e tem o comando do maestro Ubiratan Marques. A Orquestra Afrosinfônica reúne 23 músicos que se apresentam no piano, percussão, sopros e contrabaixos. Criada em 2009, a orquestra também dá destaque ao naipe de vozes femininas inspirado nos terreiros de candomblé e no cancioneiro popular.

Romualdo Rosário da Costa, também conhecido como Mestre Moa do Katendê é o ponto central do projeto Raiz Afro Mãe, encabeçado pela produtora paulista Mandril Áudio. Com o intuito de preservar e continuar o legado deixado por Môa, o projeto trará ao público um disco com 14 composições do Mestre, interpretadas por nomes potentes da música negra brasileira.

Assassinado em 8 de outubro de 2018, por intolerância política no período eleitoral, Môa teve seus projetos artístico e de vida interrompidos pela violência, mas sua voz continua a ecoar agora nas vozes de artistas como Emicida, Criolo, Chico Cézar, Fabiana Cozza, Kimani, Rincon Sapiência, Edgar, BNegão, GOG, Jasse Mahi (filha de Môa) e os baianos, Leitieres Leite, Marcia Short, Lazzo Matumbi, Matheus Aleluia Filho, o grupo BaianaSystem e Luedji Luna.

O single “Festa de Magia”, com Luedji, tem o toque Batá como principal condutor da composição de Môa e será o primeiro lançamento do projeto no dia 5 de agosto, nas plataformas digitais. “Raiz Afro Mãe é um fragmento ímpar do todo que Mestre Môa de Katendê foi e ainda é. Sua música e trajetória sempre foram fonte que preserva e dissemina a cultura afro-brasileira”, diz Cynthia Kimani, produtora artística do EP.

Em 2017, quando Mestre Moa chegou à Mandril, o projeto consistia em releituras de sua obra, com o intuito de promover um encontro entre artistas de renome da música popular brasileira e a nova geração de músicos da contemporaneidade. Hoje, depois de tudo o que aconteceu, a produtora encarou o desafio de manter a proposta dele e, ao mesmo tempo, produzir um disco que não é só mais a ideia do Mestre, mas também uma parte do seu legado.

“Festa de Magia” é a composição que foi o primeiro grande tema do Badauê e traz em si a leveza sonora e densidade emocional que é capaz de comover assim que o som começa a tocar.

PRE SAVE

A Orquestra Sinfônica da Bahia e a cantora e compositora baiana Luedji Luna irão unir forças para um encontro inédito no Concerto da Independência, que acontecerá no dia 1º de Julho (sexta-feira), às 19h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves. Os ingressos para o concerto já estão à venda na plataforma Sympla e na bilheteria do Teatro Castro Alves, pelos valores de R$80 (inteira) e R$40 (meia), para a pista – primeiro lote, e R$120 (inteira) e R$60 (meia), para o camarote.

Depois de promover o encontro da OSBA com o BaianaSystem, em 2019, o Concerto da Independência, nesta edição de 2022, fará um diálogo entre a música de concerto da OSBA e a obra de Luedji, que mescla influências da MPB com tendências da música africana contemporânea e com arranjos jazzísticos.

Luedji Luna é uma das artistas de maior destaque da nova geração brasileira, tendo lançado dois discos elogiados pela crítica e pelo público: “Um Corpo no Mundo” (2017) e “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água” (2020). A cantora e compositora também possui números expressivos nos streamings, com mais de 15 milhões de reproduções da música “Banho de Folhas” apenas no Spotify.

 

Em 2021, o disco “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água” foi indicado ao Grammy Latino na categoria melhor álbum MPB. Luedji também possui, em sua carreira internacional, participação em renomados programas de música como Tiny Desk Concert, da NPR Music dos Estados Unidos, e o canal “COLORS”, além de ter realizado turnês no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa.

 

Já a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), que tem o maestro Carlos Prazeres como seu diretor artístico, vem conquistando a cada dia um público maior em seus concertos presenciais, eventos online e redes sociais, por mesclar a música de concerto com diferentes e inovadoras propostas musicais e artísticas, como é o caso desta parceria com Luedji Luna no Concerto da Independência.

 

A segunda edição do Concerto da Independência é uma parceria da Associação Amigos do Teatro Castro Alves – ATCA, gestora da OSBA, com a Maré Produções. A regência do concerto será do maestro e diretor artístico da OSBA, Carlos Prazeres. Já a direção cênica do concerto ficará por conta de Gil Alves, diretor artístico de projetos como o Festival Afropunk (edição Salvador), Concha Negra, Afro Fashion Day, além de outros trabalhos com artistas como Ivete Sangalo, Zé Manoel e Harmonia do Samba.

 

Serviço:

 

01/JUL (SEXTA) – OSBA + Luedji Luna em Concerto da Independência – Ano II

Local: Concha Acústica do Teatro Castro Alves

Horário: 19h

Regência: Carlos Prazeres

Direção cênica: Gil Alves

Ingressos: Pista – R$80 (inteira) e R$40 (meia) – primeiro lote; R$100 (inteira) e R $50 (meia) – segundo lote – Pista; Camarote – R$120 (inteira) e R$60 (meia).

Locais de venda: Bilheteria do TCA e Sympla.

Produção: ATCA e Maré Produções


O encontro entre Zé Manoel e Luedji Luna – duas potências da cena contemporânea – em uma das canções mais bonitas da atualidade e que tem ganhado o telespectador da novela Pantanal na rede Globo, acaba de ganhar um clipe sensível e elegante dirigido por Gil Alves e Wendel Assis.

“Não negue ternura”, faixa presente no elogiado último álbum do pernambucano, “Do meu coração nu”, indicado ao Grammy de 2020, agora surge com cenas que ressaltam sentimentos como respeito e carinho.

“O fio condutor de todo processo é o afeto e admiração mútuas, a vontade de estar e realizar coisas juntos. ‘Não Negue Ternura’ é a materialização do amor como ato revolucionário, uma tecnologia antiga do povo preto e indígena neste país que nos violenta e mata todos os dias. Quando falamos de amor preto, falamos também de auto-amor e auto-cuidado”, desabafa Zé Manoel.

A dupla de diretores já fez bonito na primeira parceria com Zé Manoel, no premiado “Adupé Obaluaê”. “Desta vez entregamos um clipe que celebra o amor preto vividos por amores reais. Casais que entregaram seus afetos no encontro entre Zé Manoel e Luedji. É o amor buscando espaço numa construção física e psicológica, representados com muito afeto”, analisa Gil Alves.

Realizado pela Maré Produções e Marias Produtora, o filme tem locação e figurino que destacam ainda mais a elegância do trabalho de Zé Manoel e Luedji Luna. Os artistas vestem a coleção “Caminhos das Águas” da estilista Mônica Anjos, que retratam a ancestralidade. As imagens foram captadas em Salvador, na Casa das Árvores, um casarão sustentável projetado pelo arquiteto Técio Filho.

“Este clipe é o resultado do encontro de afetos, competências e excelência preta. Uma equipe majoritariamente preta, comandada por Gil Alves e Wendel Assis, dois excelentes diretores de gerações diferentes, mas unidos pelo talento e vivência como homens pretos que trabalham com arte. A presença feminina na equipe também é muito forte e potente. Além da participação de Luedji Luna, uma das mais importantes artistas e cronistas brasileiras do nosso tempo”, ressalta Zé Manoel.

Final de semana em Salvador mais que estourado com os shows das principais beldades musicais do Brasil.

Nessa sexta, dia 01 o fervo começa com o show de Rachel Reis com todo sua “Maresia” que conquistou a todos, abrindo para a potente Céu e os seus encantamentos.

No sábado, dia 02 o palco do Largo de Tieta no Pelourinho será tomado mais uma vez por gigantes. EDOUX chega lindo recebendo ainda a participação de Yan Cloud, aquecendo a noite para Luedji Luna trazer o show “Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Agua”.

Lembrando que tá rolando casadinha para curtir os dois shows. Ingressos  no SYMPLA uma realização  da Maré Produções de Valdir Andrade.

Foto Roncca

Apresentar uma conexão entre a musicalidade negra baiana e internacional é uma das propostas do grupo Afrocidade que estreia o primeiro álbum Vivão com forte cunho social, pautado pela música como instrumento pedagógico.

O disco, que chega hoje nas plataformas de música, traz uma sonoridade fruto das misturas de ritmos periféricos, marcados pela matriz percussiva. Vivão explora a conscientização política e social em suas canções e traz uma mistura de ritmos das variadas expressões da música negra.

Os ritmos ancestrais são o fio condutor do projeto, fruto de mais de 10 anos de pesquisa sonora, que converge estilos de periferias das grandes cidades nutridas em ritmos ancestrais e na matriz percussiva, movimento e som.

Além de saudar os tambores da África, o Afrocidade reafirma a força, importância e influência direta dos valores étnicos baianos e brasileiros na formação pedagógica do indivíduo. “Nossas influências vem do pagode, o arrocha, a música afro, do rap, do dub Jamaicano, o reggae, o ragga e o afrobeat, que resulta em uma música afro-baiana politizada, popular e contagiante”, explica Eric Mazzone, diretor musical do projeto.

O álbum que conta com 08 faixas inéditas e duas vinhetas, tem a produção musical do Afrocidade em parceria com Mahal Pita, que também assina a composição da faixa Topo do Mundo junto com MCDO. Já Luedji Luna participa da música Lua Branca, Nildes Bonfim na vinheta “Canoeiro” e Léo Mendes na guitarra na música 304 cantada e composta por Nanda.

O Afrocidade, que vem revelando um potencial musical marcada pela conscientização coletiva das minorias misturada a ritmos ancestrais com forte presença percussiva, foi um dos 48 projetos contemplados de um total de 2.617 inscritos de todo o Brasil. Com produção da Giro Planejamento Cultural e parceria com a Isé, o projeto tem patrocínio da Natura Musical e do Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

OUÇA AQUI

Direto de Salvador, o AFROPUNK Bahia faz a sua estreia fomentando uma celebração à negritude com nomes consagrados da música nacional unidos a expoentes da nova geração.

“Exaltar o encontro e toda a diversidade de ritmos, vivências e saberes, em uma experiência única para quem se permitir sentir o elo  sensorial da Cultura Afro Contemporânea” é o que guia a direção musical do evento, assinada por Ênio Nogueira. A partir disso, alguns caminhos são propositalmente cruzados, o rapper Mano Brown divide o palco com  Duquesa, aposta do R&B; Tássia Reis se une ao Ilê Aiyê; enquanto a baiana Luedji Luna se apresenta com o Duo Yoún; a carioca Malia  soma ao lado da Margareth Menezes(foto); e, por fim, Urias com  Vírus.

Mano Brown

No dia 27 de novembro (sábado), a primeira edição do festival internacional no Brasil ecoa a potência musical, política e poética da negritude brasileira no Centro de Convenções Salvador, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube (acesse aqui) e também no site do AFROPUNK (acesse aqui). Vale lembrar que, neste ano, a participação presencial será feita de forma reduzida e limitada. A plateia dará ainda mais energia à transmissão do evento.

Tássia Reis

Assim, o AFROPUNK Bahia marca um momento de transição para que, em 2022, o evento chegue ao seu formato com 100% de conteúdos presenciais. Para 2021, a parcela de ingressos disponibilizados terão a sua renda totalmente revertida para o projeto cultural Quabales. Acesse o link de vendas aqui.

“Estamos propondo uma linha que contemple a continuidade e coexistência dos tempos, legados e construções no Brasil a partir da exaltação da cultura brasileira e elevando o debate para o legado da comunidade negra”, sintetiza Monique Lemos, pesquisadora e curadora de conteúdo, sobre o fio condutor pensado para a edição de estreia, que apresenta o AFROPUNK BAHIA para o mundo.

Luedji Luna

O princípio do encontro rege também a direção criativa do festival, que é pensada por Bruno Zambelli e Gil Alves: “Nos inspiramos nessa nova geração de artistas multi-talentosos, que – a cada dia – vêm ocupando as plataformas, abrindo espaço e potencializando a voz de autênticas manifestações, junto à fé ancestral existente na Bahia, terra onde nasceu o Brasil e reúne um legado de preservação cultural, história de luta e resistência”, resume Gil. Para a programação, o AFROPUNK BAHIA ainda prepara performances de Jadsa e Giovani Cidreira, além de Deekapz (que convida Melly e Cronista do Morro) e Batekoo (que recebe Deize Tigrona, Tícia e Afrobapho).

 

Pedindo agô e bênção, a chegada desse movimento global de pertencimento e afeto é feita na base da calma e do respeito. A partir da coletividade, o evento é construído para possibilitar novos futuros: “Por muitos anos, e até hoje, somos cotas em festivais, editais e universidades, o AFROPUNK vem como um convite e lembrete de que podemos construir nossos espaços e celebrar nossas existências ao assumir a potência de nossa imaginação”, enfatiza Monique Lemos, que é também antropóloga. Ela mira as inspirações para o evento no próprio povo brasileiro, nas rodas de samba, capoeira, jongo e nos rituais indígenas.

Vírus

No dia 27 de novembro, o AFROPUNK Bahia terá transmissão ao vivo pelo canal do YouTube (acesse aqui) e também no site do AFROPUNK. Para celebrar esse movimento Brasil afora, bares de várias capitais passarão o festival em sua programação.  – a curadoria de locais foi feita pelo Guia Negro (confira a lista aqui). No Centro de Convenções Salvador, a plateia será formada por pessoas que precisam marcar presença na histórica primeira edição do AFROPUNK Bahia. À frente da ação de relações públicas do evento, a jornalista Val Benvindo conduzirá essa seleção. “Eu enxergo muito o movimento que o AFROPUNK faz para o mundo e como é essencial a conexão entre as pessoas que fazem a cena cultural da Bahia ser o que ela é”, Val afirma. “Nós queremos aproximar as potencialidades pretas, a gente quer trazer o mesmo público do festival mundial, mas na realidade das comunidades de Salvador”, ela completa.

Urias

A seleção de Val será complementada por pessoas que comprarem ingressos da parcela disponibilizada pelo festival, sendo que o lucro das vendas será integralmente destinado para o Quabales, um projeto socioeducativo cultural do Nordeste de Amaralina, idealizado pelo multi-instrumentista, compositor, produtor e performer Marivaldo dos Santos. O músico faz parte de um dos grupos percussivos mais importantes do mundo, o STOMP. “Quando você está ligado à uma marca como o AFROPUNK Bahia, isso fortalece o nosso nome, além de dar visibilidade e investimento para gente. O Quabales atinge 400 pessoas do Nordeste de Amaralina, então essa atenção do festival reflete na vida de toda essa comunidade”, avalia Marivaldo dos Santos.

A ocasião será dedicada ao maestro Letieres Leite, que fez a sua passagem em outubro de 2021, deixando um legado que se confunde com a história da música brasileira. À frente da Orkestra Rumpilezz e também nos bastidores, o mestre dos sopros e da percussão deixou melodias e arranjos que tocam diretamente na alma, o que faz dele um afropunk do nosso país – Letieres sempre ressoará em nosso meio.

 

PROGRAMAÇÃO:
Apresentação: Larissa Luz

Shows ao vivo:
Mano Brown & Duquesa
Tássia Reis & Ilê Aiyê
Luedji Luna & Yoún
Malia & Margareth Menezes
Urias & Vírus
Deekapz convida Melly e Cronista do Morro
Batekoo convida Deize Tigrona , Tícia e Afrobapho

Serviço:
Data: 27 de novembro de 2021 (sábado)
Horário: A partir das 17h30
Transmissão: YouTube (link aqui) e site (link aqui) do AFROPUNK.

Acabou de ser liberada em todas as plataformas digitais, a canção Oloxá, a Cura.

A composição é assinada por Bida, com toda musicalidade dos djs e produtores musicais Pureza e Raíz e o Dubmaster Regivan Santa Bárbara, integrantes do Ministereo Público Sound System contando com a participação da cantora Luedji Luna.

A produção musical é de Raíz com Alan Dugrave e co-produção de Gerson Silva, que também assina a mixagem ao lado de Nestor Madrid, no Estúdio do Beco em Salvador.

Na equipe ainda Luciano Vassão na masterização e arranjos percussivos de Pakapim, Márcio Manchinha, Queinho Pinto e Dj Leandro Vitrola .

Clica AQUI em confira

Luedji Luna

O Festival Oferendas chega a 10ª edição com um novo formato, apostando na inovação que os novos tempos exigem, respeitando o próximo e celebrando a arte que nos salvou em momentos difíceis.

Com essa vibração, o Oferendas será realizado dias 01 e 02 de fevereiro de 2021 e traz o conceito de Doc Live, festival virtual com apresentações musicais, performances e experimentações audiovisuais. Mantendo a tradição, o Oferendas traz o melhor da música de vanguarda local e nacional e promove encontros especiais, tendo na programação: Hiran com Nessa e Ian Cloud, Metá Metá com Alessandra Leão, B Negão com Alice Caymmi, Ed Brass, Marcela Bellas, Zé Manoel com Luedji Luna, Josyara com Iara Rennó, Nara Couto e Márcia Castro com Margareth Menezes.

A transmissão será ao vivo no canal do YOUTUBE Lála Casa de Arte, dia 01/02 a partir das 18h e dia 02/02 a partir das 15h. O Festival é uma realização Lálá Casa de Arte com produção da Maré Produções Culturais e direção audiovisual da Movida Conteúdo.

O conceito de Doc Live foi criado por Dayse Porto, do Movida Conteúdo, e é um hibrido de shows ao vivo, performances e minidocs contando a história dos 10 anos do Oferendas e a relação do festival com a Festa de Iemanjá. Os minidocs são registros audiovisuais contendo as imagens de arquivos das outras edições do Festival e os depoimentos dos artistas que já participaram dessa celebração.

A curadoria se inspirou na ideia do sagrado para esta edição, e com ela a ideia de acolhimento, da maternidade trazida por Iemanjá, a grande mãe. “E junto com essa ideia da maternidade, do acolhimento, a transformação, pois estamos falando da história em um momento completamente diferente.”, diz Dayse.

Como idealizador do Festival e gestor do Lálá Casa de Arte, Luiz Ricardo Dantas comenta, “Chegar a 10ª edição é um momento muito forte, como o firmamento de um momento histórico, uma história e que deu certo e que vem como uma premiação. O Festival Oferendas veio como um agradecimento a Iemanjá pelo Lálá estar no Rio Vermelho, um lugar de encontros e esses encontros se transformam em um grande presente.”

Nara Couto por Edgar Azevedo

Como oferendas artísticas a Iemanjá, os artistas criaram apresentações especiais para o Festival. Hiran fará uma homenagem AFROFUTURISTA para Iemanjá; Nara Couto traz o show Brilho do Mar, de forma quase acústica, se apresenta junto a um piano e percussão; Ed Brass junto com o músico e luthier baiano Rafael Kalaunga, traz uma obra audiovisual única em homenagem a rainha do mar; Josyara se apresenta no formato violão e voz junto com Iara Rennó; Zé Manoel traz um pocket show cantando algumas canções de seus últimos álbuns, com participação do músico baiano Ícaro Sá e da cantora Luedji Luna, que irá apresentar também algumas canções de seu novo trabalho; Márcia Castro traz “Louvação”, uma apresentação com muita baianidade e fé junto com Margareth Menezes. Elas se encontram quase um ano depois do lançamento do sinlge “Arco-Íris do Amor”, primeira faixa do seu novo trabalho Axé.

Margareth Menezes

O público também será presenteado com uma mistura de ritmos trazidos por importantes Djs do Brasil: Dj Tutu, Dj Riffs, Dj Jerônimo e Dj Ubunto. Este ano, terá o Balaio Virtual com o intuito de criar redes entre amigos e artistas com o Lálá, uma apresentação que ligará São Paulo, Pernambuco e Salvador entre o Dj e Vj Mozart e a poeta Laura Castro e a performance LAVAGEM, criação de Olga Lamas e Raissa Bonfim, em seu 5º ano de parceria com o Oferendas.

O Balaio Virtual é uma criação da atriz e performer Paula Carneiro e este ano acontecerá em formato digital com curadoria da artista visual e sonora Andrea May. O Balaio é uma ação integrada ao Festival Oferendas e tem intuito de conectar as redes de amigos e artistas locais, nacionais e internacionais do LÁLÁ Casa de Arte.

A curadora, para esta 10ª edição, está selecionando imagens e peças de audiovisual – fotografias, ilustrações, performances, poesias, artes cênicas, dança e música, entre outras linguagens – para compor a representação simbólica de um Balaio de Oferendas, “deixei livre a interpretação de cada artista para esta saudação de fé em tempos de enfrentamentos e dúvidas, mas seguiremos vibrando nas boas energias da rainha do mar”, diz May.

Este ano, Iemanjá receberá uma oferenda muito especial, uma oferenda que conectará São Paulo, Pernambuco e Salvador. A ação artística criada pelo DJ e VJ Mozart, pernambucano radicado em São Paulo, com participação da poeta baiana Laura Castro será uma apresentação audiovisual imersiva. Mozart vai montar um estúdio em sua casa com cenografia e iluminação, será uma caverna marítima e submersa dentro da sala, onde terá peixes, sereias e outros elementos visuais conectados com o festival. As imagens serão projetadas nas paredes de sua casa e em um paredão da Rua da Consolação, uma das mais movimentadas de São Paulo. Laura trará a intervenção poética LUCAIYÁ, sobre o rio que atravessa Rio Vermelho e desemboca no mar. O que o LUCAIYÁ nos diria em fevereiro de 2021? O que nos dizem as águas no socorro de sua sobrevivência? Um riomar, como um corpo só, o Lucaia é aqui escutado como um ancestral vivo que na sua força e sabedoria prestamos nossa reverência, no encontro das divindades que regem suas águas, Oxum e Yemanjá. LUCAIYÁ é uma pesquisa artística de Laura Castro em parceria com Karla Brunet, abrigada no ECOARTE (IHAC/UFBA).

LAVAGEM, performance criada por Olga Lamas e Raissa Bonfim, estará presente no Festival em sua 5ª. Edição. Performance surgida em 2016 como parte das ações criativas do projeto Loucas do Riacho, evoca memórias, segredos, dores, gozos, silêncios e gritos de mulheres em comunhão na intenção de “lavar”, fissurar e abrir brechas nos habituais modos de existir (pré-fixados pelo patriarcado), ativando uma escuta sensível aos vestígios negligenciados da história “oficial” e investigando as marcas de violência que compõem tanto as mulheres quanto o espaço/cidade que elas habitam.

Todo um percurso artístico de convocação dessas instâncias é realizado durante a oficina, que culmina numa performance-oferenda de entrega de cabeças de flores à Iemanjá. Este ano, será um processo continuado que se estenderá por 21 dias até o dia 02 de fevereiro, com sugestões diárias de micro-performances rituais com a frase “Todo dia é de cuidar do coração do mar: micro-performances rituais para Iemanjá”, e é fruto da compreensão de que a oferenda é um modo de ativar as vias de comunicação com as forças materiais e invisíveis que nos regem. Entre os desafios estão: encontrar o fio da coletividade através da virtualidade; o de reconhecer as potências dos encontros propiciados no ambiente online sem negligenciar os encontros sutis que só podem ser vividos no tempo off-line; o de reelaborar sentidos que ativem a potência de estar viva; o de desembaraçar o novelo que une o cuidado ao medo, sabendo diferenciar quais são os atos e pensamentos que precisam ser alimentados numa atitude constante de cuidado consigo e com os outros.

O Festival tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

OBS: O Festival Oferendas Digital acontecerá apenas no ambiente virtual e seguirá todos os protocolos recomendados pela OMS e Ministério da Saúde para combater a pandemia (uso de máscaras e álcool em gel, e distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas). Todos os artistas e equipe de produção serão testados antes dos shows transmitidos pelo canal do Lálá Casa de Arte no Youtube.

Serviço:
FESTIVAL OFERENDAS 2021
Data: 01 e 02 de Fevereiro
Transmissão: https://www.youtube.com/user/lalamultiespaco
01/02/2021
Início 18h Marcela Bellas
Ação Artística Laura Castro e Mosaum
Metá Metá convida Alessandra Leão
Josyara com Iara Rennó
Márcia Castro convida Margareth Menezes
DJ Riffs
02/02/2021
Início 15h. Hiran convida Nessa e Yan Could
B Negão convida Alice Caymmi
Nara Couto
Zé Manoel convida Luedi Luna
DJ Jeronimo
DJ Tutu
Dj Ubunto

ARTISTAS
1º DIA
ED BRASS – Artista sonoro, pesquisador e improvisador brasileiro, Edbrass Brasil atua em diversas áreas criativas, numa colaboração de mais de 20 anos com artistas da música, dança, literatura e performance. Na área musical, iniciou sua trajetória nos anos 90, integrado o universo da música afro-diaspórica produzida na Bahia, participando ativamente de diversos movimentos urbanos. Já se apresentou em festivais do México, França, EUA, Suíça, Alemanha e Brasil (Novas Frequências, Improfest, Digitália, Festival Oferendas), dentre outros. Em seu trabalho artístico atual, 7 Flechas, desenvolve uma pesquisa com a manipulação e colagem de gravações de campo, aliado ao uso de cantos e instrumentos de sopro não-convencionais. O interesse pela utilização de materiais orgânicos nas suas performances em 2020, marcando uma reaproximação do artista com a arte ambiental, rendeu convites para integrar o programa Convida do IMS, uma publicação no México, além do comissionamento da obra por festivais da Argentina e Suíça. Para o Festival Oferendas 2020, Edbrass convidou o músico e luthier baiano Rafael Kalaunga, para juntos produzirem uma obra audiovisual única em homenagem á rainha do Mar. Os artistas trabalharão a partir do elemento água, reverenciando sua força também como material criativo! Odoyá!

METÁ METÁ -O som do Metá Metá propõe uma maneira particular de cantar e tocar instrumentos, com ênfase nos arranjos rítmicos e polifônicos. Desde o primeiro disco, a banda chama atenção com a maneira com que mostra suas influências musicais que passam pela música brasileira, free jazz, música africana e rock. Metá Metá já se apresentou em importantes festivais internacionais com Transmusicales, Roskild e Primavera Sound e já dividiu palco com nomes como Kraftwerk e Nick Cave. Em 2016 Metá Metá ganhou o prêmio APCA (associação paulista de críticos de arte) de melhor disco. Metá Metá é considerado uma das bandas mais expressivas da atual música brasileira e já ganhou críticas elogiosas em veículos como The Guardian, The Wire e Idependent.

Josyara

JOSYARA – É cantora, compositora, instrumentista e arranjadora. Em 2018, lançou, com patrocínio do Natura Musical, o álbum “Mansa Fúria” trazendo em sua composição aspectos que reforça as suas raízes ribeirinhas e suas conexões com o mundo. Foi indicada a artista revelação no Troféu APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, entrando também em diversas listas de melhores disco do ano, dando a Josyara um sólido patamar de destaque no cenário musical brasileiro. No ano seguinte, em 2019, foi indicada ao Prêmio Multishow: Revelação do ano. Em parceria com Giovani Cidreira (BA) lançou em março 2020 o album Estreite, com produção musical de Junix11. Já em cenário de pandemia se junta a também baiana, Pitty, em um relançamento da música Anacrônico. Transmutando diferentes Bahias em filtros contemporâneos, Josyara, atualmente se dedica na produção musical do seu novo trabalho.

IARA RENNÓ – Cantora e compositora com mais de 100 músicas gravadas, Iara Rennó tem entre seus intérpretes Elza Soares, Ney Matogrosso, Gaby Amarantos, Jaloo, Ava Rocha, Virgínia Rodrigues e Lia de Itamaracá. Além disso, a artista atua também como instrumentista, arranjadora, atriz, poeta, diretora artística, diretora e produtora musical. Em 2019 trabalhou principalmente em dois grandes projetos, os musicais Macunaíma Ópera Tupi – Transcriação (SESC Vila Mariana, SP, fevereiro) e Pretoperitamar – O Caminho Que Vai Dar Aqui (SESC Pompéia). AfrodisíacA, seu mais novo projeto intersemiótico, reúne poesia, música, videoarte, websérie e até gastronomia. AfrodisíacA – o álbum – é um híbrido de música e poesia e foi lançado em outubro de 2020. Além deste, sua discografia solo inclui os discos Iaiá e os Erês (ybmusic, 2018); ARCO (ybmusic/ Selo Circus, 2016); FLECHA (ybmusic/ Selo Circus, 2016); IARA (Joia Moderna, 2013); Macunaíma Ópera Tupi (selo SESC, 2008, disco feito exclusivamente a partir da musicalização de trechos da obra original de Mário de Andrade).

DJ MOZAUM – Um artista, várias artes. Conhecido nas pistas com o DJ Mozaum, Mozart Santos é artista plástico consagrado no estado, produtor cultural, VJ e DJ. Radicado no Recife soma anos como agitador cultural da cidade. Mozart é criador de grandes festas que renovaram e movimentaram a cena do Recife, à exemplo da clássica Festa Ai Meu Corassaum e do Festival Open Rua. Brasilian bass, disco music, anos 80 e 90, pop, samba, carimbós, mashups e ritmos eletrônicos são alguns dos estilos musicais que compõem o set eclético, divertido e de alta qualidade de Mozart Santos, que imprime no seu trabalho de DJ, a versatilidade de seu trabalho de artista.

Márcia Castro

MÁRCIA CASTRO – Em 2006, conquistou o Braskem de Cultura e Arte, maior prêmio do cenário independente da música baiana, iniciando assim a gravação do seu 1º CD, “Pecadinho”, com produção musical de Luciano Salvador Bahia. Márcia foi convidada pela cantora argentina Mercedes Sosa para participação em seus shows na Alemanha, Israel e Brasil, passando pelas principais capitais do país. Em São Paulo, em 2012, a cantora lança o seu segundo álbum “De pés no chão”, produzido por Guilherme Kastrup e Rovilson Pascoal, através do programa Natura Musical, que também lhe agraciou com uma turnê por 6 capitais do país. Em 2014, Marcia Castro lança o seu terceiro álbum, “Das Coisas que Surgem”, com produção musical do paulista Gui Amabis e distribuição da Sony Music. Em paralelo a sua carreira autoral, Marcia promoveu nos verões baianos, por 4 anos consecutivos, o projeto “Pipoca Moderna”, reunindo no mesmo palco diversos artistas da música brasileira como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Otto, Baby do Brasil, Luiz Melodia, Elza Soraes, dentre outros. Em 2016, a cantora iniciou o projeto musical intitulado ELETROBAILADA, fundindo ritmos brasileiros e baianos à sonoridade eletrônica. Esse trabalho foi embrião do seu quarto disco, TRETA, produzido pelo baiano Marcos Vaz, radicado em São Paulo, com direção criativa de Giovanni Bianco e lançado pelo selo Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Agora, Marcia prepara-se para o lançamento do seu quinto álbum, intutulado AXÉ, um mergulho na sonoridade da música baiana dos anos 90, com direção artística de Marcus Preto, produção musical de Lucas Santtanna e Letieres Leite.

MARGARETH MENEZES – É da representatividade de um fazer musical urbano e com base ancestral fincada nas raízes afro-brasileiras que se fazem os 34 anos de carreira de Margareth Menezes. Uma das vozes mais potentes da música nacional, a cantora e compositora vive um novo momento de sua trajetória artística com marcos importantes: foi indicada pela quarta vez ao Grammy, a maior premiação de música do mundo; atuou como protagonista em um seriado de streaming voltado para a população negra; e foi nomeada embaixadora do Folclore e da Cultura Popular do Brasil pela IOV/UNESCO. O álbum mais recente, “Autêntica”, lançado em 2019, já anunciava um prelúdio de novos fazeres. Produzido onze anos após seu último disco em estúdio, a obra é uma celebração às mulheres e às questões sobre negritude, além de uma ode à faceta compositora de Margareth. São 13 canções, entre autorais e de compositores parceiros, que perpassam pela feminilidade e conceitos afins. Produzido por Tito Oliveira e gravado em quatro cidades do mundo – Salvador, São Paulo, Nova Iorque e Paris -, o disco foi indicado ao Grammy Latino 2020 na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Em mais de três décadas de trabalho, já são 17 obras lançadas, entre LPs, CDs e DVDs, e 23 turnês internacionais por todos os continentes do mundo. Uma das artistas brasileiras mais ouvidas internacionalmente, reverbera em seu trabalho a ancestralidade afro ao mesmo tempo em que se conecta a um vasto universo e moderno de possibilidades rítmicas. Atualmente, trabalha o show Afropop, com sucessos que a consagraram como principal representante do gênero no Brasil e que traz músicas que hits como “Faraó”, “Dandalunda”, “Elegibô”, “Toté de Maianga”, “Alegria da Cidade” e as novas “Canto da Massa” e “Todo Mundo’. Além dele, explora outras vertentes que sempre foram constantes e paralelas em sua carreira nos shows: Autêntica, com canções do novo disco, Para Gil e Caetano, um resgate do DVD gravado em homenagem aos dois grandes artistas baianos, Rebeldia Nordestina, que reúne músicas de gerações de compositores do Nordeste.

2º DIA

Hiran

HIRAN – É um rapper, cantor e compositor de Alagoinhas, Bahia, que vem ganhando os palcos e holofotes ao redor do Brasil. Já tendo dividido palcos e microfones com artistas como Caetano Veloso, Glória Groove, Ludmilla e Baianasystem, e já com dois discos bem sucedidos no mercado independente da música (“Tem Mana no Rap” e “Galinheiro”), ‘as portas foram abertas’ por e para Hiran.

Nêssa

NÊSSA – Os fãs costumam dizer que ela é a Beyoncé do pagodão baiano. A carreira de Nêssa começou em 2018 com o lançamento de três singles autorais: “Só vem”, “Hard” e “Não ando só”. Dois anos depois, ela já estava puxando trio ao lado de Pablo Vittar e participando do Carnaval do Psirico. Fez parcerias com ÀTTØØXXÁ , A Dama do Pagode, Nininha Problemática, Yan Cloud e Zamba fortalecendo a cena baiana e mostrando como é fortemente conectada com suas raízes. No início de 2021 já chegou forte com o projeto “Bota no repeat”, que traz uma série de lançamentos mensais. O primeiro single, “Atrevida”, chega nas plataformas digitais com participação de O Poeta. “Trago muitas influências da música periférica mundial, principalmente do pagodão que faz parte da minha vivência. Mas, o funk, o afrobeat e o trap são gêneros que também influenciam no meu som”, conta a cantora e compositora.

Yan

YAN CLOUD – Surgiu na cena em 2015 com o lançamento de vários singles. Em 2017, lançou o EP “Alívio”, primeiro trabalho solo, que ficou em oitavo lugar entre os melhores álbuns baianos do ano, em votação popular no site Elcabong. Em 2018, foi destaque na playlist oficial do Spotify R&B Brasil e a capa da playlist Rap Sex Tape. Em 2019, em parceria com Nêssa e Nininha Problemática, lançou a música “Que Calor” que atingiu a marca de 253 mil streams no Spotify. Daí em diante, foram participações no carnaval, turnê pelo Sudeste juntamente com Faustino Beats e, no final do ano, cantou no Festival da Virada Salvador. Em 2020, lançou a canção Aquele Swing em colaboração com Nêssa, ÀTTØØXXÁ e Zamba, que atingiu a marca de 690 mil streams no Spotify, e ganhou uma coreografia feita pelo FitDance que teve 244 mil views no canal. Participou em todos os dias do carnaval no trio do Psirico e Pablo Vittar, lançou clipe da música Bafana, que tem mais de 53 mil visualizações no YouTube, e seu segundo álbum “Pinkboy” que já conta com mais de 110 mil players no Spotify.

NARA COUTO – Dançarina, cantora, compositora e pesquisadora das culturas africanas e afro-brasileiras. A artista, que nasceu no bairro do Curuzu, em Salvador, começou a pesquisar, ainda adolescente, sobre a relação da musicalidade baiana com o continente africano. Influenciada pelas batidas do bloco afro Ilê Aiyê, se especializou em dança afro contemporânea. Atuou no Balé Folclórico da Bahia e viajou com grandes artistas da música como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margareth Menezes, até́ ingressar na Orquestra Afro Sinfônica, em 2009, como vocalista Mezzo Soprano. Em 2018, lançou seu EP “Contipurânia”, com cinco canções, com forte referência à ancestralidade e suas raízes.

ALICE CAYMMI – Cantora, compositora e atriz. Em 2012, lançou seu primeiro álbum autoral, Alice Caymmi (Kuarup/Sony Music). Em 2014, ano que lançou Rainha dos Raios (Universal Music), a cantora ganhou o Prêmio Multishow na categoria Versão do Ano com a música “Homem” (CaetanoVeloso). Em 2015, foi uma das atrações do Palco Sunset, no Rock inRio, e arrancou elogios de crítica e público. Em 2016, lançou o DVD do Rainha, contemplado pelo Prêmio da Música Brasileira com o Melhor DVD, o show teve direção do idealizador e diretor criativo do SPFW, Paulo Borges. Agora, apresenta como compositora, parcerias com artistas como Pabllo Vittar, Luísa Sonza, Fafá de Belém, Cleo, Rafa Dias (ÀTTØØXXÁ), entre outros. Em 2018, lançou o terceiro álbum de estúdio, Alice (Universal Music), mergulhado no universo pop, um disco de transição estética, com parcerias inéditas como Ana Carolina (Inocente), Rincon Sapiência (Inimigos) e Pabllo Vittar (Eu Te Avisei). Em 2019 lançou ‘’Electra’’ pelo selo Joia Moderna Discos, um álbum voz e piano, gravado em apenas dois dias deixando um marco na produção musical.

Zé Manoel

ZÉ MANOEL – Zé Manoel é um pianista, compositor e cantor pernambucano, gravado por artistas como Ana Carolina, Elza Soares, Fafá de Belém. Ele tem 3 discos e um DVD lançados no Brasil, sendo 2 editados no Japão. Delírio de um Romance a Céu Aberto (2016), vencedor do Prêmio da Música Brasileira na categoria Projeto Especial. Em 2019, lançou o DVD ao vivo, homônimo, com participações de Virgínia Rodrigues, Mariana Aydar, Ava Rocha, dentre outros nomes, com direção do também premiado Paulo Borges. O álbum Canção e silêncio (2015), lançado através do edital Natura Musical, produzido pelo saudoso Carlos Alberto Miranda e por Kassin, teve uma edição japonesa, lançada pelo selo Core PORT, figurando nas listas de melhores lançamentos de 2015 no Japão e com vasta cobertura por revistas especializadas Em Outubro de 2020, lançou seu quarto álbum, intitulado Do Meu Coração Nu, com participações de nomes como Luedji Luna, do maestro Letieres Leite (Orquestra Rumpilezz), da cantora norte americana Gabriela Riley, num projeto onde aborda questões raciais, através de críticas sociais, do amor preto, do diálogo com outros artistas e pensadores pretos, com o intuito de reconstruir as histórias perdidas na diáspora africana.

LUEDJI LUNA – Cantora  baiana, Luedji Luna apresenta um trabalho sofisticado e ousado transitando entre o jazz, a MPB e os ritmos africanos em canções que abordam principalmente a identidade afro-brasileira. Lançou seu primeiro disco “Um Corpo no Mundo” em 2017, contemplado com o Prêmio Afro e Prêmio Bravo na categoria Revelação. Sua mais recente estreia foi o álbum “Bom Mesmo é estar debaixo d’água”, em 2020. O trabalho recebeu o prêmio de melhor disco no WME Awards e despontou em diversas listas de melhores discos do ano.


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