Handred transforma passarela em ópera ao vivo e apresenta “Akáshica” no Rio Fashion Week

HandredRio Fashion Week 2026Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

A Handred apresentou a coleção “Akáshica – Inverno 26” no Rio Fashion Week, em um desfile que uniu moda, música e narrativa sensorial para investigar memória, tempo e identidade como elementos centrais da criação.

Handred Rio Fashion Week 2026 Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite
Handred Rio Fashion Week 2026 Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Assinada por André Namitala, a coleção parte do conceito dos registros akáshicos, entendidos como um campo simbólico onde experiências e imagens atravessam o tempo. A proposta se materializa em peças construídas a partir de camadas, texturas e estruturas densas, onde o tempo aparece como força ativa na composição.

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Rio Fashion Week 2026

Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

A apresentação ganhou ainda mais potência com a trilha ao vivo da Companhia de Ópera da Lapa, conduzida por maestro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, transformando o desfile em uma experiência imersiva. A música operística reforçou o contraste entre luz e sombra presente na coleção, evocando referências do barroco em sua dramaticidade.

Handred Rio Fashion Week 2026 Foto: Ze Takahashi/ @agfotosite

Visualmente, a coleção percorre uma paleta de tons terrosos, verdes profundos, preto e cobre, com intervenções que remetem a superfícies desgastadas pelo tempo, como afrescos e estruturas arquitetônicas. Elementos simbólicos aparecem em bordados, estampas e aplicações manuais, compondo um imaginário que atravessa diferentes culturas.

Handred Rio Fashion Week 2026 Foto: Gabriel Cappelletti/ @agfotosite
Handred Rio Fashion Week 2026 Foto: Marcelo Soubhia/ @agfotosite

Os materiais, como couro, veludo, lã, tafetá e algodão, reforçam a ideia de permanência e transformação, enquanto o trabalho artesanal se destaca em parcerias como a do Ateliê Sssopro, responsável por peças em cerâmica incorporadas às roupas.

Com “Akáshica”, a Handred amplia sua pesquisa sobre a roupa como linguagem de construção de sentido, onde vestir deixa de ser apenas uma escolha estética e passa a operar como um gesto de conexão com o invisível.