
Créditos: Mariel Fabris / Alex Martins / Mariane Riani
Parte da celebração pelos 52 anos e pelo sucesso da campanha “Fica, Gamboa!”, o Teatro Gamboa segue com programação diária até domingo. Nesta quarta-feira (29), às 19h, o multiartista negro e LGBTQIAPN+ PETER retorna ao espaço com o show autoral “IARA”, que une música, ancestralidade e identidade em uma travessia poética inspirada na figura da rainha das águas. A obra estabelece um diálogo entre o conto afro-brasileiro e as vivências de um corpo negro e LGBTQIAPN+. Os ingressos custam R$20/R$40 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do Teatro Gamboa.
Quinta-feira (30) e sexta-feira (31), o espaço cultural se despede de julho com o “Rito Poético Musical Mulher Sagrada”, da cantora Clarice Nejar, às 19h. A artista gaúcha, filha do poeta imortal da Academia Brasileira de Letras, Carlos Nejar, apresenta, pela primeira vez em Salvador, o show autoral que reúne canções do álbum “Mulher Sagrada”, lançado em 2019, abordando temas como empoderamento feminino, ancestralidade, relação com a terra, ciclos naturais e o direito das mulheres de terem seus corpos e vida respeitados. Os ingressos custam R$25/R$50, para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do Teatro Gamboa na quinta ou na sexta-feira.
Sábado (1º) e domingo (02), às 17h, Alice Cunha apresenta “CAVALA”, com direção e dramaturgia de Raquel Karro. Nele, a artista, junto ao público, abre espaços para sinapses e divergências. Nascida na capital baiana, mas radicada há treze anos no Vale do Capão – povoado da cidade de Palmeiras (BA) —, Alice Cunha atua no campo das artes há 21 anos. Multiartista, pesquisadora e educadora, atualmente ela desenvolve pesquisa teórico-prática que dilui as fronteiras entre linguagens artísticas, com ênfase no corpo, criando relações entre o feminino, poder e a narrativa autoral de subjetividades. Os ingressos custam R$25/R$50 para assistir presencialmente, e R$15 para assistir na plataforma virtual do Teatro Gamboa no sábado ou no domingo.
Antes de cada apresentação acontece o CineGamboa, com a exibição de um fragmento do filme “Silêncio e Som”, que trata de uma imersão nas paisagens mais íntimas da Chapada dos Veadeiros. Após cada apresentação, acontece o PapoGamBoa, um bate-papo entre o público e os artistas. Na Galeria Jayme Fygura — foyer do Teatro Gamboa — o público pode conferir a exposição “Cor-de-Rosa Choque”, de Rita Rocha. Trata-se de uma história em quadrinhos que coloca o protagonismo feminino em cena com poesia e humor. São dezoito personagens criadas a partir de textos pessoais.
Laboratório no Gamboa — Na sexta-feira (31) a programação começa às 9h. Neste dia, até 13h, acontece o laboratório Corpo Instrumento, voltado à investigação da voz em relação ao corpo, à respiração, à escuta, à presença e à criação coletiva, conduzida por Liz Reis. O percurso culmina em uma apresentação performática construída no MAB. As inscrições acontecem no formulário online https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdagp6kBDoJKlKPm67bAAjjU3yz5RG481Dyhl6jVnGhuXD2rw/viewform?usp=publish-editor&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio, com contribuição consciente.
Localizado no centro de Salvador, o Gamboa é um lugar de criação, circulação artística e formação, um espaço que sustenta uma parte importante do ecossistema cultural e torna possível que novas cenas, artistas e caminhos continuem surgindo. Hoje, a associação formada por artistas, técnicos e trabalhadores da cultura, responsável pela gestão do Teatro Gamboa há 19 anos, dá início ao processo de compra do imóvel, garantindo que este espaço siga tendo sua história escrita pela cultura, promovendo encontros, criando conexões e, acima de tudo, democratizando o acesso à arte.
