#Teatro: Antonio e Bruno Fagundes retornam com “Vermelho” no Tuca em São...

#Teatro: Antonio e Bruno Fagundes retornam com “Vermelho” no Tuca em São Paulo

Bruno e Antonio Fagundes por Gabriel Wickbold

A dupla Antonio e Bruno Fagundes tem confirmado a sinergia no palco no decorrer dos últimos anos. Após o estrondoso sucesso de Tribos os atores se preparam para a retomada paulistana do espetáculo Vermelho no teatro Tuca.

Pai e filho retomam a produção de Vermelho, a partir do dia 12 de agosto, no Tuca, em São Paulo, e apresentam o premiado texto de John Logan – revelando a intimidade do processo de criação de um artista plástico ,  além de levantar questões ligadas à ética no trabalho e questionamentos como qual o verdadeiro valor do seu trabalho.

A inspiração para a peça vem da vida e obra de Mark Rothko, consagrado artista que recebe pela primeira vez em seu ateliê em Nova York, seu novo assistente, Ken, e a partir da pergunta “O que você vê?“ (apontando para uma das pinturas em que trabalhava) inicia-se um eletrizante embate entre os dois. Conceitos artísticos entre as gerações, diferentes bagagens culturais e o mesmo amor pela arte são alguns dos objetos em cena.

Antonio Fagundes por Gabriel Wickbold
Antonio Fagundes por Gabriel Wickbold

Vermelho se passa no final dos anos 50, quando o icônico pintor (líder do Expressionismo Abstrato) recebeu um convite para pintar grandes painéis de um luxuoso restaurante em Nova York e recebeu uma quantia quase inestimável para a época (o equivalente hoje a 10 milhões de dólares). Um encontro cheio de nuances entre mestre e aprendiz, com arte, reflexão e questionamento, é o plano de fundo em meio ao cenário repleto de detalhes, com preparo de tintas e quadros pintados durante a sessão.

Após 80 minutos de espetáculo, Antonio e Bruno Fagundes promovem ainda, ao final de cada apresentação, um delicioso e informal bate-papo com a plateia, contando curiosidades da montagem e da própria vida do pintor Mark Rothko. Para aqueles interessados em se informar antes do espetáculo uma pequena exposição no saguão do teatro mostra ao público todos os temas que serão discutidos ao longo da peça. No último sábado de cada mês, continuando o projeto de inclusão social que iniciou com Tribos em 2013, apresentam sessões com acessibilidade para deficientes visuais e auditivos (interprete de LIBRAS, áudio descrição e tablets com legenda). A Steno do Brasil é a empresa parceira responsável pelos equipamentos e serviços que permitem esta inclusão.

Dando continuidade a sua forma de produzir, Vermelho também não conta com patrocínio e nem apoio via leis de incentivo a cultura, dependendo única e exclusivamente da bilheteria. Vermelho tem direção e cenário de Jorge Takla, tradução de Rachel Ripani, figurino de Fábio Namatame e iluminação de Ney Bonfante.

Sobre o artista Mark Rothko.

Nascido no ano de 1903 em Dvinsk, na Rússia, Mark Rothko transferiu-se com sua família para Portland, nos Estados Unidos, com apenas dez anos. Apesar de sua má condição financeira, recebeu ótima educação, ingressando na seleta e tradicional Universidade de Yale, em 1921, e vislumbrando uma carreira política que contivesse seu grande engajamento social. No entanto, dois anos depois abandonou os estudos e partiu para um rumo menos acadêmico, estabelecendo-se em Nova York em 1925, quando começou a pintar de forma autodidata.

Mais tarde, estudou a técnica sob a tutela do artista Max Weber, partindo de um estilo realista – como sua série Subways, de 1930 -, para gradualmente desenvolver seu estilo, passeando pelas formas abstratas da década de 1940, até chegar em figuras que enfatizavam a cor e a forma. Nos anos 1950, distanciou-se do Surrealismo para se tornar um dos principais artistas do movimento Expressionista Abstrato, ao lado de Jackson Pollock, Willem de Kooning entre outros. Sempre com a preocupação de comunicar e de produzir emoção através de suas grandes telas, Rothko evoluiu seu estilo ao simplificá-lo – priorizando a cor e suas sobreposições, desenvolvendo em sua obra a noção de “campos de cor”, bastante característica daquele momento.

Mesmo tendo abandonado os estudos na Universidade, Rothko considerava fundamental o conhecimento formal: foi profundo conhecedor de filosofia e arte, sendo muito influenciado pela obra de Friedrich Nietzsche. No período entre 1958-59, retratado no espetáculo Vermelho, Rothko trabalhava na série de murais Seagram, obra encomendada para o sofisticado restaurante Four Seasons, em Nova York. A encomenda o colocou no centro de uma crise monumental. É disso que trata a peça. As telas resultantes desta encomenda hoje encontram-se na Tate Modern, em Londres, na National Gallery of Art, em Washington, e no Kawamura Memorial Museum, no Japão. Além de muito influente como artista, Rothko dedicou-se por décadas ao ensino da arte, lecionando em diversas instituições. Ele suicidou-se em 1970, em Nova York.

Sobre o dramaturgo John Logan.

John Logan iniciou sua carreira de dramaturgo em 1985, quando escreveu sua primeira peça, Never the Sinner, em sua cidade natal Chicago (EUA); cinco anos depois, ela foi montada no West End londrino e, em 1998, em Nova York. Após escrever outros textos para o teatro, como Hauptmann e Riverview, um melodrama musical, migrou para o roteiro audiovisual em 1996.

Com uma carreira muito bem-sucedida no cinema, foi responsável por roteiros de filmes como Um Domingo Qualquer, dirigido por Oliver Stone, O Gladiador, de Ridley Scott, O Último Samurai, de Edward Zwick, Sweeney Todd, de Tim Burton, e O Aviador, de Martin Scorsese, parceria que se repetiu com A Invenção de Hugo Cabret, que lhe rendeu sua terceira indicação ao Oscar de melhor roteiro. Em Londres para as filmagens de Sweeney Todd, do qual foi também produtor, conheceu os famosos murais Seagram, de Mark Rothko.

Fascinado pela pequena explicação que acompanhava as obras, pesquisou por um ano a vida, as referências e o legado de Mark Rothko. Foi assim que voltou às suas origens no teatro e criou Vermelho, estreando em dezembro de 2009 no teatro The Donmar Warehouse, em Londres, com Alfred Molina no papel de Mark Rothko e Eddie Redmayne, como Ken. Em março de 2010, a peça foi montada com o mesmo elenco na Broadway, em Nova York, com maravilhosa repercussão, ganhando cinco prêmios Tony, inclusive o de melhor espetáculo. Talentoso e versátil, Logan escreveu, recentemente, os roteiros: Skyfall (2012) da série 007, dirigido por Sam Mendes, a série Penny Dreadful (2014).

 

Ficha Técnica:

Texto: John Logan.

Tradução: Rachel Ripani.

Direção: Jorge Takla.

Elenco: Antonio Fagundes e Bruno Fagundes.

Figurinos: Fabio Namatame.

Design de Luz: Ney Bonfante.

Design de cenário: Jorge Takla.

Assistente de produção: Gustavo de Souza.

Diretor de produção: Carlos Martin.

Assessoria Jurídica: OLN Advogados.

Assessoria de imprensa: Coletiva Comunicação.

Realização: Fagundes Produções

 

SERVIÇO

O QUE: VERMELHO 

ONDE: Teatro Tuca – Teatro da PUC – Rua Monte Alegre, nº 1.024, Perdizes, São Paulo, SP.

QUANDO: 12 de agosto a 04 de dezembro de 2016.

INFORMAÇÕES: (11) 3670-8455.

 

QUANTO: sextas-feiras – R$60,00; sábados – R$ 80,00 e domingos – R$ 70,00.

Horários: sextas-feiras e sábados às 21h30 e domingos às 18h.

Duração: 80 minutos.

Classificação etária: 12 anos.

Capacidade de público por sessão: 672 pessoas

Compras pela Internet: www.ingressorapido.com.br

Tel: (11) 4003-1212

Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a domingo das 14h às 20h

Aceita todos os cartões de crédito.

Estacionamento conveniado: Pier Park Estacionamentos – Rua Monte Alegre, 835 – R$18,00

Sessões com acessibilidade para deficientes auditivos e visuais: dias 27/08, 24/09, 29/10 e 26/11. Sempre o último sábado do mês (Interprete de LIBRAS, áudio descrição e tablets com legenda).