segunda-feira, 26 julho 2021
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Senzala do Barro Preto

Banda Aiyê por André Frutuoso

Com grandes amigos no palco e inspiração musical vinda do Recôncavo Baiano, tema do Carnaval do Ilê Aiyê em 2016, o bloco afro mais antigo do Brasil comemora 42 anos no próximo domingo, dia 1º. A festa, no entanto, começa no sábado, dia 31, quando, às 20h, uma caminhada sai do Plano Inclinado da Liberdade em direção à Senzala do Barro Preto, num aquecimento para a noite em que a anfitriã Band’aiyê recebe convidados de peso para celebrar a data.

Estão confirmados para engrossar o coro dos parabéns ao mais belo dos belos os artistas J. Veloso, Roberto Mendes, Raimundo Sodré, Claudia Costa e o grupo Viola de Doze. A cada um deles foi feito o convite para fazer da sede do bloco um pedacinho do Recôncavo Baiano.

O corpo de baile, a percussão e as poderosas vozes da Band’Aiyê, por sua vez, trazem para a festa o repertório tão honrado do Ilê, rico em letras e refrões que já se eternizaram no imaginário popular. Regravadas por tantos intérpretes e poderosas pelo seu ritmo percussivo, as canções do Ilê são uma bandeira do bloco pelas suas mensagens de valorização da raça negra, trazendo aos admiradores da entidade o sentimento único de fazer parte dessa luta contra a discriminação e a intolerância.

Alexandra Amorim
Alexandra Amorim

Outra atração da noite serão as entradas no palco da atual Deusa do Ébano, Alexandra Amorim, que com toda sua graça, beleza e simpatia, irá se apresentar com as pompas de quem ocupa o cargo de Rainha do Ilê. Sua participação deverá ser mais uma inspiração para as candidatas à 37ª Noite da Beleza Negra, que irá eleger a próxima Deusa do Ébano, e que está com inscrições abertas na sede do Ilê e no site  até o dia 14 de dezembro.

SERVIÇO

Caminhada em homenagem aos 42 anos do Ilê Aiyê

QUANDO: Sábado(31) às  20h

PERCURSO: Plano Inclinado à Senzala do Barro Preto – Ladeira do Curuzu

Show 42 anos do Ilê

Horário: 22h

Local: Senzala do Barro Preto – Ladeira do Curuzu

Ingressos: R$ 30,00 (pista) e R$ 50,00 (camarote) / À venda na Senzala do Barro Preto (Curuzu) e Boutique do Ilê (Pelourinho).

Ilê Aiyê

“Quem é que sobe a ladeira do Curuzu? E a coisa mais linda de se ver? É o Ilê Ayê . O Mais Belo dos Belos; Sou eu, sou eu; Bata no peito mais forte e diga: Eu sou Ilê“,  foi através dessa composição de Guiguio, que a cantora Daniela Mercury, eternizou através da sua voz, uma das músicas mais celebres e importantes do repertório do bloco Afro mais antigo do Brasil, Ilê Aiyê.

Nascido em 1974, o Ilê vem escrevendo a sua história de luta e afirmação identitária do povo negro baiano, através de símbolos, cenários iluminados de fé e resistência, e mais ainda, por meio de personagens fortes, como a de centenas de “Deusas do Ébano” e do seu representante master, o senhor Antônio Carlos dos Santos, mais conhecido como Vovô do Ilê. 

Capa do Livro “Ilê Aiyê – 40 anos”

Grande cicerone da Senzala do Barro Preto, local da sede do Ilê, Vovô é um dos fundadores do bloco, responsável por receber autoridades, artistas e levar a cultura negra pelo mundo. São 40 anos de história, que agora poderão ser conferidos nas 280 páginas do publicação feita em capa dura, papel couchê e texto em português e inglês, contando com o apoio da Caixa Cultural e do Governo do Estado da Bahia. è um passeiao pelas ruas do Curuzu, pelos circuitos do Carnaval de Salvador, entre os estudantes da Escola Mãe Hilda e as crianças da Band’erê e pelas as tantas noites da Beleza Negra, tudo para “tentar fazer um registro da história do bloco para a posteridade”,  nos revela o presidente da entidade, Vovô. 


LivroIlêAiyê40anos

A publicação leva ao público a memória e os relatos da trajetória dos jovens negros do Curuzu que transformaram o Carnaval da Bahia em um espaço para a ação afirmativa e difusão do orgulho dos nossos antepassados negros.

Os autores são os professores Jaime Sodré, Maria de Lourdes Siqueira, Ana Célia da Silva, Rita Maia (com a colaboração de Dete Lima) e Arany Santana. O trabalho foi coordenado por Vovô, que assina o texto de apresentação. Já a editoração e a pesquisa de imagens foram capitaneadas por Rita Maia e Valéria Lima.

O livro tem prefácio do Prof. Edvaldo Boaventura, e seus textos falam da música, dos Carnavais do Ilê Aiyê, do significado da Noite da Beleza Negra, das ações afirmativas do bloco e do projeto pedagógico pioneiro que serviu de referência à lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003.

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A modelo Naomi Campbell em 2008 no Carnaval de Salvador

O livro traz nas suas primeiras páginas uma homenagem à Mãe Hilda, matriarca e zeladora do axé e força ancestral dos Orixás que regem as ações do Ilê Aiyê desde à sua origem.

A sua primeira tiragem  está sendo encaminhada para doação às instituições culturais negras, universidades e bibliotecas públicas locais e nacionais, mas a ideia é a de que o livro alcance a comunidade negra internacional. Os exemplares podem ser adquiridos diretamente na Senzala do Barro Preto, no Curuzu.

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Jaques Wagner e presidente Dilma Rousseff na Senzala

 

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A modelo Lea T e a apresentadora Regina Casé no Ilê

 


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