segunda-feira, 2 agosto 2021
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Marcio Meirelles

Em celebração e defesa da importância da Arte e de artistas para o desenvolvimento das sociedades, a Companhia Teatro dos Novos apresenta “CASALS+PICASSO+NERUDA = os três pablos guerreiros contra o dragão da maldade” espetáculo que celebra o legado de Pablo Picasso, Pablo Neruda e Pablo Casals na luta contra o fascismo.

Com dramaturgia de Miguel Campelo e Samuel Lopes, encenação de Marcio Meirelles, a montagem, de web teatro, estreia dia 01/04, no Novo Vila Virtual, palco online do Teatro Vila Velha.

As apresentações acontecem até 10/04 de quinta a domingo, sempre às 20h. No domingo, dia 04/04 acontecem duas sessões do espetáculo, a primeira às 18h, e a segunda às 20h. Os ingressos estão à venda no Sympla e custam R$10, R$20 e R$ 50. Fica a critério do comprador pagar um dos três valores.
Definido como uma investigação sobre o papel dos artistas na vida política e nas transformações da história da humanidade, o espetáculo será transmitido ao vivo para a internet em temporada de oito apresentações com tradução para Libras.

Simultaneamente à temporada do espetáculo, de 03/03 a 07/04, o projeto também vai exibir uma temporada especial em seis episódios da série de entrevistas “O Contra-Ataque” com participação de artistas baianos dos seis macroterrtórios do estado, convidados para debater sobre arte antifascista.

Os episódios incluem trechos de bastidores da montagem e serão lançados toda quarta-feira, às 20h, no Youtube do Vila. Todas as etapas do projeto estão seguindo os protocolos sanitários, respeitando as orientações das organizações de saúde.
“CASALS+PICASSO+NERUDA” discute o papel das artes na luta contra o autoritarismo a partir dos exemplos de três grandes artistas do século XX que, além da coincidência do nome e do ano de falecimento (1973), também estão unidos pelo uso de suas linguagens (respectivamente, música, pintura e poesia) como armas para denunciar e combater a ditadura fascista do General Francisco Franco, na Espanha.

Com direção de Marcio Meirelles e no elenco os atores Lúcio Tranchesi (Casals), Jackson Costa (Picasso) e Miguel Campelo (Neruda), Cristina Castro (A Espanha) e Hugo Bastos (O Minotauro) a obra teatral une poesia, música, dança e artes visuais à narrativa documental e projeções de vídeos de arquivos históricos.
“A Guerra Civil Espanhola e a consequente instalação da ditadura fascista de Franco não nos é muito familiar, embora se pareçam muito com o que estamos vivendo agora no Brasil. No entanto, muitas narrativas da Segunda Guerra Mundial nos são familiares, por que este evento é exaustivamente mostrado nas produções de Hollywood, evidentemente do ponto de vista dos estadunidenses, então qualquer fábula que se passe no período já está contextualizada em nosso imaginário, por mais que seja apenas do ponto de vista que omite a participação da União Soviética na derrota ao nazismo, por exemplo. Para entendermos a luta dos Pablos vamos apresentar o contexto da Guerra Civil Espanhola de modo teatral, falando tanto do papel que as elites espanholas tiveram no processo de implantação da ditadura, quanto da luta de muitos artistas antifascistas que viveram esse período”, afirma o diretor.
A dramaturgia é criada em diálogo com uma colagem de documentos, entrevistas e cartas e também de poemas e canções dos artistas, mostrados como narradores da história e da arte, e podemos refletir como atuaram na luta antifascista desde o início dos acontecimentos que levaram à Guerra Civil, e consequente ditadura, até o fim de suas vidas.
A decisão de Casals de silenciar seu violoncelo em forma de protesto e exilar-se em Prades para socorrer milhares de refugiados; a publicação do vigoroso “Espanha no Coração” por Neruda antes do retorno ao Chile, destituído de seu posto consular em Madri; e a pintura de “Guernica”, de Picasso, que retrata o massacre da cidade basca, e outros trabalhos do artista, são alguns exemplos dos fatos lembrados no espetáculo sobre as responsabilidades e posicionamentos políticos dos artistas frente a um mundo em guerra.
“A ideia do espetáculo surgiu em 1997, quando soube que os três Pablos haviam morrido no mesmo ano. O projeto ficou guardado na manga e ao longo do tempo me dediquei a investigar o legado desses artistas que me inspiraram inclusive nas minhas próprias escolhas como ator, especialmente por um teatro político. É uma alegria ver essa ideia ganhando forma e representar o poeta da minha vida, Pablo Neruda, neste espetáculo”, revela o ator Miguel Campelo.
O elenco também conta com a participação do ator Hugo Bastos, no papel de O Minotauro e da coreógrafa, gestora cultural e dançarina Cristina Castro, que faz sua estreia como atriz, interpretando A Espanha. Entre os textos ditos pelos dois, destacam-se fragmentos originais de discursos do General Franco e da líder revolucionária Dolores Ibarrúri, La Pasionaria.
“Os Três Pablos Contra o Dragão da Maldade me chama como Um tal de Dom Quixote, espetáculo que reinaugurou o Teatro Vila Velha, me chamou. Ali, pela primeira vez atuei como dançarina/atriz e simultaneamente coreógrafa. Mais de duas décadas separam um espetáculo do outro, os dois dirigidos por Marcio Meirelles, tendo como cenário a Espanha e a luta em defesa do sonho, da liberdade e da arte. Esse espetáculo também traz a responsabilidade, diante de um elenco totalmente masculino que conta histórias de 3 homens geniais, de ser a única voz feminina e me oferece a chance de refletir e conhecer mais sobre conflitos que separam os homens e sobre possíveis forças que os unem.”, afirma Cristina.
A equipe do espetáculo ainda integra Aline Falcão e Caio Terra, na criação e direção musical, e Rafael Grilo na criação e produção audiovisual.
Da Espanha dos anos da entrada no século XX, ao Brasil um século depois, o espetáculo evidencia a necessidade de observação do movimento da história, expondo ciclos de perpetuação de violências e oferecendo exemplos passados para pensarmos como lidar com o que o presente manifesta nas macro e micropolíticas de qualquer tempo e lugar.
“Nosso principal objetivo é cumprir a função primordial da arte como veículo crítico, sensibilizador e propositivo de ações de enfrentamento à violência e escaladas autoritárias. É um chamado a outros modelos de sociedade em que prevaleçam os princípios da liberdade, da paz e da fraternidade universal.” explica o produtor Vitor Barreto, da Jardim Sertão, responsável pela realização do espetáculo em colaboração com a Companhia Teatro do Novos.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

SOBRE O CONTRA-ATAQUE:
O Contra-Ataque é a série de entrevistas da Companhia Teatro dos Novos exibida no YouTube do Teatro Vila Velha toda quarta-feira às 20h. Dirigida por Marcio Meirelles e apresentada pelo ator Miguel Campelo, em cada episódio um convidado especial conversa sobre assuntos ligados ao atual momento político do Brasil sob um viés artístico. A primeira temporada estreou em 12 de outubro de 2020 e contou com a participação de nomes como Hilton Cobra, Amir Haddad e Ana Muylaert. Já a segunda temporada, foi exibida de 6 de janeiro a 24 fevereiro, entre os convidados, Russo Passapusso, Herê Aquino, Alejandra Diaz, Arthur Scovino, Regina Galdino, e Sandro Borelli. As duas temporadas estão no canal do Teatro Vila Velha, no YouTube.
A COMPANHIA TEATRO DOS NOVOS – A Sociedade Teatro dos Novos foi criada em 1959 por Othon Bastos, Carlos Petrovich, Sônia Robatto, Echio Reis, Tereza Sá (Maria Francisca) e Carmem Bittencourt, com a liderança do diretor João Augusto. E logo a Companhia Teatro dos Novos começou a atuar com a participação de muitos artistas colaboradores, como Mário Gusmão, Marta Overbeck, Wilson Melo, Carlos Bastos e Miguel Calombrero. Nomes imprescindíveis ao cenário cultural brasileiro a partir dos anos 1960. Em 1964 o grupo inaugurou o Teatro Vila Velha com o objetivo de ter um espaço para criar, produzir e pensar sua época numa perspectiva ampla, através do teatro, explorando novas linguagens, pesquisando tradições cênicas e dramatúrgicas e colocando-se na vanguarda das artes performáticas na Bahia. Ao longo de seis décadas a companhia teve diferentes formações. Em 1995 a Sol Movimento da Cena estabelece parceria com o Teatro dos Novos que inicia experimentos como o 3&Pronto e oficinas. Com a reinauguração do Vila, em 1998, sob a direção artística de Marcio Meirelles conduzindo os atores do grupo original, participantes das oficinas e convidados, como Cristina Castro, Neyde Moura, Viviane Laerte, Gordo Neto, Gustavo Melo, Rui Manthur, o Teatro dos Novos retoma plenamente suas atividades artísticas. Em 2018, seu diretor artístico e a atriz e diretora Chica Carelli mais uma vez reestruturaram o Teatro dos Novos, com jovens atores e atrizes egressos da universidade LIVRE, programa de formação em artes do palco, desenvolvido e mantido pela companhia desde 2013 para isso. Desde sua criação o Teatro dos Novos já montou 87 espetáculos, além de participar da produção de muitos eventos. Desde o início, experimentação e encontros têm sido os eixos conceituais das produções da companhia e o Teatro dos Novos promove tanto o diálogo com autores de seu tempo, quanto a contextualização de autores clássicos e seus temas para a paisagem conturbada do tempo contemporâneo.

SERVIÇO:
Espetáculo:

CASALS+PICASSO+NERUDA = os três pablos guerreiros contra o dragão da maldade
01/04 a 10/04 (quinta a domingo)

20h
04/04 – duas sessões (18h e 20h)
Novo Vila Virtual

Ingressos: sympla.com.br/vilavelha

Marcio Meirelles em cena

O público baiano terá a chance de assistir até o final do mês de agosto, de uma única vez, a cinco peças escritas pelo romeno Matéi Visniec, um dos dramaturgos contemporâneos mais aclamados pela crítica internacional. Com todos os espetáculos dirigidos pelo encenador Marcio Meirelles, o Projeto Matéi traz as obras Fronteiras, Agorafobias, Deserto, A História dos Ursos Pandas, além do monólogo As Palavras de Jó, que marca o retorno de Meirelles ao palco após 36 anos distante do trabalho de ator.

Agorafobias por Marcio Meirelles
Agorafobias por Marcio Meirelles

Em Agorafobias, o teatro de Matéi Visniec serve às reflexões sobre as relações humanas e a tensão entre indivíduo e sociedade. Em uma das cenas, o espectador se vê dentro de um workshop sobre como mendigar de maneira eficiente. Em seguida, se depara com “O homem cuja ferida é um espelho”; encontra uma garçonete histérica, que mais parece uma “Máquina de pagar contas”; e é transportado para dentro de um presídio, onde constata-se que “O país está consternado”. Ao final, a encenação provoca uma experiência sensorial ao público, que, de olhos vendados, acompanha o enredo como o homem cego que protagoniza a cena ao lado de seu cão-guia.

Com o Projeto Matéi, o Teatro Vila Velha chega ao número de 15 produções teatrais próprias, realizadas em pouco mais de dois anos. As últimas dez peças alcançaram um público de 12 mil pessoas e mobilizaram 152 profissionais – deste número 84 atores e 68 trabalhadores em áreas de gestão, técnica, divulgação, preparação, entre outras. Os trabalhos, 14 deles realizados com recursos próprios, tem sido a forma que o Vila tem encontrado para responder às crises econômica e de público.

“Invertemos esta lógica que tem tornado os artistas dependentes dos editais e patrocinadores. Nosso trabalho é o investimento e o produto gerado é que vai  nos dar o retorno financeiro. Estamos buscando meios de tornar isso tudo sustentável“, comenta Marcio Meirelles, diretor artístico do Vila.

As produções têm tido como motor a Universidade LIVRE de Teatro vila velha, programa de formação de atores criado em 2013 que vem proporcionando aos participantes experiências dentro e fora do palco. O projeto ocupa o Teatro Vila Velha de quarta a domingo, às 20h, em Salvador. Todas as peças são acessíveis para cegos através de recurso de audiodescrição.

 

 

A História dos Ursos Pandas por Marcio Meirelles
A História dos Ursos Pandas por Marcio Meirelles

 

O Projeto Matéi, além do encenador Marcio Meirelles, conta com a colaboração de um coletivo de artistas: João Meirelles, Pedro Amorim, Ridson Reis, Caio Terra e Marcelo Jardim em música; Rejane Maia, Anita Bueno, Janahina Cavalcanti, Marcelo Galvão, Leno Sacramento e Jonatas Raine em movimento; Bertho Filho em preparação do ator e Lia Cunha em arte visual.

FRONTEIRAS
Temporada: quartas-feiras de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15
AGORAFOBIAS
Temporada: quintas-feiras de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15

DESERTO
Temporada: sextas-feiras de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15

A HISTÓRIA DOS URSOS PANDAS

Temporada: sábados de julho e agosto, 20h, no teatro vila velha | R$ 30 e 15

AS PALAVRAS DE JÓ
Temporada: domingos de julho e agosto, 19h, no teatro vila velha | R$ 40 e 20

Conheça as sinopses de todos os espetáculos e compre seu ingressos online em www.teatrovilavelha.com.br

 

 

Vinicius Bustani em Hamlet por João Meirelles

Os espetáculos Hamlet + HamletMachine (incluindo a peça de Heiner Muller) e Macbeth, de William Shakespeare, realizam últimas semanas de apresentações no Teatro Vila Velha. Dirigidas por Marcio Meirelles, as peças seguem em cartaz até 5 de abril: Hamlet às quintas e sábados; Macbeth às sextas e domingos; ambas às 19h30. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente pelo site www.teatrovilavelha.com.br ou na bilheteria do teatro.

Cerca de 3.000 pessoas assistiram aos espetáculos desde as estreias, em janeiro deste ano. Escritas no século 17, Hamlet e Macbeth ganham contornos contemporâneos a partir de estética rock’n’roll, que orienta a plasticidade e o ritmo dos espetáculos. As duas peças compartilham mesmo elenco e cenário e dialogam através de fragmentos da trilha sonora, figurinos e citações. No palco, 30 atores dão vida a 60 personagens.

Os espetáculos têm luz de Jorginho de Carvalho, pioneiro da iluminação cênica no Brasil; coreografia de Cristina Castro (diretora do Núcleo Viladança e de espetáculos como Muvuca e Da Ponta da Língua à Ponta do Pé) e direção musical de Caio Terra (A Mulher como Campo de Batalha). No palco está o resultado de um ano inteiro de pesquisas e trabalhos sobre a obra de Shakespeare realizados pela Universidade LIVRE, programa de formação de atores do Teatro Vila Velha. O processo de criação contou com o total de 28 colaboradores de áreas como história, dramaturgia, dança, canto, esgrima, entre outras.

Hamlet  por João Meirelles
Hamlet por João Meirelles

Na versão do Teatro Vila Velha, Hamlet, príncipe da Dinamarca, é um jovem do século 21. Na peça, ele vê o fantasma do  seu pai declarar que foi morto pelo irmão, que usurpou o trono, e exigir vingança. A partir daí, o jovem coloca-se em um conflito entre fazer ou não vingança – lutar por uma velha ordem ou manter a nova ordem. Dentro de Hamlet, é encenada a peça Hamlet Machine, de Heiner Müller.

quintas e sábados // 19h30 // até 04/04
valores: R$20 e 10 (quinta) // R$30 e 15 (sábado)

 

Macbeth - Foto Marcio Meirelles 2
Macbeth por Marcio Meirelles
Macbeth - Foto Marcio Meirelles 1
Macbeth por Marcio Meirelles

Macbeth, de William Shakespeare, é um dos textos teatrais mais montados em todo o mundo. Esta é a segunda montagem da obra realizada pelo encenador Marcio Meirelles – a primeira foi em 1982 com o grupo Avelãz y Avestruz. O novo Macbeth dialoga com temas contemporâneos e aproxima as suas questões e reflexões do Brasil de hoje. Na peça, Macbeth, chefe de guerra do rei da Escócia, retornando vitorioso de uma batalha recém-travada, encontra três irmãs que profetizam que ele será o novo monarca. A partir daí inicia uma escalada sangrenta para a tomada e manutenção do poder.


sextas e domingos // 19h30 // até 05/04
valores: R$20 e 10 (domingo) // R$30 e 15 (sexta)

 


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