quarta-feira, 8 maio 2024
Jade Showroom
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Iuna Falcão

Foto de Lucas Cordeiro

Apresentação acontece na próxima sexta-feira, dia 19, na Praça das Artes, no Pelourinho

Radicada na Bahia, a cantora maranhense Iuna Falcão já tem data confirmada para a sua primeira apresentação do ano. A artista leva o show de seu aguardado álbum “Transe”, um encontro diaspórico entre os gêneros ancestrais maranhenses e as programações do synth-pop, para a segunda edição do Festival Novíssimos Labs 2024. Iuna se apresenta no primeiro dia do evento, 19 de janeiro (sexta-feira), na Praça das Artes, no Pelourinho, em Salvador. Os ingressos já estão disponíveis aqui.

Com sua voz expressiva, autêntica e contemporânea, a cantora e compositora representa a nova MPB – Música Preta Brasileira. “Estou animada para o meu primeiro show do ano no Festival. Vamos ter um show lindo, onde apresento a força da mulher negra”, resume Iuna. A diversidade cultural refletida no som da cantora está presente no jazz, R&B cibernético maranhense e na polifonia das linguagens territoriais, por exemplo.

Agora, as composições envolventes – também assinadas por Lucas Cirillo, Luedji Luna e Héloa, além da própria cantora – ganham novas versões ao vivo no palco do festival que atua como um laboratório, para o impulsionamento de carreiras de artistas da novíssima música brasileira. No line-up, também estão confirmados nomes como Sued Nunes, DAI e Kafé.

O projeto Novíssimos Labs é realizado pela Maré Produções, criado em parceria com o selo criativo IXI e conta com apoio cultural do Oi Futuro e IPAC, com patrocínio de @Devassa, Oi e Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.

Serviço

Festival Novíssimos Labs – 2ª edição

Data: 19 e 20 de janeiro de 2024 (sexta-feira e sábado)

Horário: A partir das 18h

Local: Praça das Artes, em Salvador/BA

Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/festival-novissimos-labs/2249356?referrer=www.google.com

Classificação: +18 anos

Foto de Lucas Cordeiro

Cantora disponibiliza seu aguardado disco com participações de Lazzo Matumbi, Theodoro Nagô e Xênia França

A cantora maranhense radicada na Bahia Iuna Falcão tem mostrado em seus lançamentos o poder da sua voz expressiva, autêntica e contemporânea. Representando a nova MPB – Música Preta Brasileira, a artista lança hoje seu aguardado álbum “Transe”, com um encontro diaspórico entre os gêneros ancestrais maranhenses e as programações do synth-pop.

O projeto chega às plataformas acompanhado de visualizers em seu canal do YouTube, trazendo no repertório trabalhos com Lazzo Matumbi, Theodoro Nagô e Xênia França. O primeiro álbum de Iuna tem direção musical e arranjos de Lucas Cirillo, e já chegou com as canções “Silêncio” e “Segredo Solar” indicadas aos prêmios Multishow e Rádio Educadora, respectivamente.

“O conceito do álbum gira em torno da presentificação de ancestrais vivos, seja através  das letras, ou através das referências musicais expressas na melodia e no arranjo. O tema principal a ser abordado, além da força da mulher negra, é a cultura maranhense. A estética que buscamos trazer está baseada nos instrumentos percussivos maranhenses, mas carrega também referências do hip hop dos anos 90 na bateria, juntamente com os sintetizadores do teclado que trazem uma energia futurística”, diz.

Em uma breve descrição sobre Transe, Iuna disserta que os arranjos foram criados com base no estudo dos sistemas de claves rítmicas do saudoso maestro Letieres Leite, o UPB-Universo Percussivo Baiano. Traduzindo os princípios das claves, oralidade e circularidade para a linguagens contemporâneas, as músicas do álbum assumem uma perspectiva visual, que honra a diversidade cultural de São Luís-MA.

Transe é uma narrativa sonora sobre as referências de vida de Iuna. Na chegada, o som se apresenta como jazz, R&B cibernético maranhense, mas depois segue polifonia das linguagens territoriais. “É o boi do Maracanã e de Leonardo festejados desde sempre, são as aparelhagens da Estrela do Som ou o cacuriá de dona Teté, em outro ponto é a chegança em Salvador, mas também é a lembrança do grave do tambor onça que agora é assumido pelo baixo de Be-Atrz”. 

As máquinas de ritmo tocam o batuko de cabo-verde, e o piano eletrônico de Vitor Arantes brinca com os timbres atualizando o tempo-agora. Os arranjos de bateria foram criados tendo como referência as sonoridades do neo-soul, após a revolução rítmica proposta pelas colagens geniais de J-Dilla. O mestre Carlos Bala e os geniais Daniel Pinheiro e Kau Caldas assinam a linguagem da bateria. A percussão é telúrica, no chão, como ponto de aterramento, e as vezes timbrada eletronicamente. O mestre Vihdavice assina todos os instrumentos maranhenses e timbres, e o sotaque baiano em “Silêncio” e “Não Tempo” ficou por conta de Riccardo Braga.

As composições são assinadas por Lucas Cirillo e Iuna Falcão, mas também tem letra de Luedji Luna e Héloa. Refletindo sobre a natureza das coisas  e  concebendo a negritude nesse lugar de criação, o álbum é recortado por interlúdios que contam um pouco sobre as encruzilhadas sonoras percorridas até aqui. Os interlúdios foram pensados para promover uma experiência única para cada pessoa, modificada ao público escolher escutar o álbum faixa-a-faixa ou no modo aleatório.

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O álbum começa pela vinheta do Boi de Maracanã, seguido por Feito Duna, primeira faixa do disco, que carrega o nome de Iuna na letra, mas também por ter uma energia de mistério, revelação, algo a ser descoberto. A segunda faixa é o primeiro feat a ser revelado. Escarlate traz o feat com Theodoro Nagô e carrega abertura de vozes, com uma melodia super envolvente que dá a sensação de crescente no disco, mostra que há uma história a ser contada.

A quarta faixa, Segredo Solar, já é conhecida pelo público. É uma das músicas já lançadas que antecedem o disco e que fala sobre o dom de ter poesia no olhar, principalmente quando se trata da natureza, que é algo pelo qual Iuna ama escrever e cantar.

Nessa parte do álbum, outra vinheta como uma fita gravada faz o interlúdio para a próxima canção, Transe, música que nomeia o disco, “justamente por ter esse efeito sobre mim, e conseguir levar o público a sentir esse mesmo transe, sentir envolvimento com todas as faixas, e trazer profundidade as sensações que o disco leva a sentir”.

Outra canção conhecida por estar no EP homônimo, Nosso Jardim é uma música que fala sobre amor, sobre se deixar sentir, se permitir. Tem uma levada gostosa e envolvente, é uma canção muito aclamada pelo público

Vendaval é uma canção escrita em criolo, que carrega toda a potência dos tambores maranhenses, chega a ser uma das canções do disco que mais representa essa musicalidade. Seguido de Estrela, que foi lançada recentemente com uma roupagem diferente e tem participação de Xênia França. É uma canção que fala sobre a força feminina, e o sagrado (através da energia das yabás).

A décima faixa, Silêncio, é composição de Luedji Luna e Héloa, e carregada de significados. “Buscamos trazer ela para o universo baiano, porém sem deixar de mostrar outras referências como o jazz, e outros estilos musicais predominantemente negros”. A faixa foi indicada ao Prêmio Multishow na categoria Brasil.

Em uma vinheta de reggae, abre espaço para Não Tempo, que fala diretamente sobre o tema do disco, a presentificação dos ancestrais vivos, por isso é um feat com Lazzo Matumbi, uma das maiores referências musicais de Iuna, e traz o charme do reggae maranhense.

Fechando Transe, antes da última faixa, a Cantiga Vihdavice abre pra À Maria, que apresenta a energia de canção de ninar. “Fala sobre o acalante de Iemanjá com seus filhos, então utilizamos muito dos synths para trazer essa sensação de água de mar, de leveza e delicadeza”, finaliza Iuna.

A cantora Iuna Falcão lançou nessa sexta, dia 22 mais um single do seu álbum de estreia, ‘Transe’. A canção ‘Estrela’, parceria musical inédita com Xênia França, já disponível em todas as plataformas digitais, e é um oferecimento do Novíssimos Labs.

A letra de ‘Estrela’ honra e faz referência às yabás, que são as orixás mulheres. Para Iuna, elas “regem o mundo com as suas matripotências”. “Estou muito feliz em concluir este ciclo com essa música que tem tanto de mim e do meu lugar no mundo, o Maranhão”, comemora a maranhense arraigada na Bahia.

A promessa da nova MPB (Música Preta Brasileira) complementa: “É uma evocação à memória de abundância, do ouro que a gente carrega na pele e a nobreza das nossas ancestrais, que se atualizam no que conseguimos existir, agora”.

Com timbres identitários, dotados de intensa força expressiva, Iuna e Xênia se unem e ampliam as aberturas de suas vozes na faixa, cuja composição é de outrora e agora veste outra musicalística, movimento tido como um “desafio” para a novíssima artista.

“‘Estrela’ é uma música que sabe a sua história e evidencia a ideia de que todo arranjo novo pode ser uma nova canção nascendo”, frisa Iuna. Se a versão anterior do single continha células rítmicas que são a cara da Bahia, a levada da vez se conecta ao universo percussivo do Maranhão.
Os novos arranjos trazem uma tônica atual, marcada pelos grooves de bateria, estes inspirados pelas levadas norte-americanas do rap. Uma das grandes assinaturas são os efeitos adicionados às vozes, que abusam do reverb e provocam no público uma dissonância que agrada aos ouvidos.

Há também notas cintilantes de piano, que preenchem os espaços abundantemente, feito água que cobre os leitos dos rios. Os graves são especiais e, temperados com sintetizadores para o baixo, dão a liga necessária ao som.

O movimento de repaginação de ‘Estrela’ mimetiza a diáspora musical realizada por Iuna, maranhense que fez da Bahia também a sua casa. Rebento de uma família artística, a cantora, cujo nome significa “rio negro”, reflete a mesma certeza ancestral versada neste lançamento.
Com apenas 23 anos, Iuna coleciona talentos, pois canta e também encanta nas artes plásticas. Além dos seus antepassados diretos, as suas raízes estão bem firmadas em sonoridades de São Luís.

“Eu fui infundida de inspirações pelos meus mais velhos. Minha avó, Maria, é a primeira mulher radialista do Maranhão. Tenho isso muito forte em mim. Meu tio-avô, Ciro Falcão, é artista plástico. Então, nada aqui é à toa. Eu bebi e bebo da fonte percussiva maranhense, é o fundamento da minha pesquisa etnomusical”, conta Iuna.
No cancioneiro da artista, tem Tambor de Crioula, Bumba Meu Boi, Cacuriá, Caixas do Divino, Tambor de Mina e outros ritmos, sem deixar faltar uma pegada mais moderna, que casa perfeitamente com o estilo da geração Z.
Ouve-se, nos trabalhos anteriores, uma bateria sobressaída, influenciada pelo movimento Hip Hop dos anos 1990 e o uso de programações. Assim, Iuna ergue uma ponte entre o passado e o futuro.

OUÇA

Ficha técnica
Voz: Iuna Falcão e Xênia França Letra: Caê Rolfsen e Lucas Cirillo Produção executiva: Amanda Pinto Bateria: Kau Caldas
Baixo Synth: Vitor Arantes Teclados: Vitor Arantes


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