terça-feira, 13 abril 2021
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Hiran

Luedji Luna

O Festival Oferendas chega a 10ª edição com um novo formato, apostando na inovação que os novos tempos exigem, respeitando o próximo e celebrando a arte que nos salvou em momentos difíceis.

Com essa vibração, o Oferendas será realizado dias 01 e 02 de fevereiro de 2021 e traz o conceito de Doc Live, festival virtual com apresentações musicais, performances e experimentações audiovisuais. Mantendo a tradição, o Oferendas traz o melhor da música de vanguarda local e nacional e promove encontros especiais, tendo na programação: Hiran com Nessa e Ian Cloud, Metá Metá com Alessandra Leão, B Negão com Alice Caymmi, Ed Brass, Marcela Bellas, Zé Manoel com Luedji Luna, Josyara com Iara Rennó, Nara Couto e Márcia Castro com Margareth Menezes.

A transmissão será ao vivo no canal do YOUTUBE Lála Casa de Arte, dia 01/02 a partir das 18h e dia 02/02 a partir das 15h. O Festival é uma realização Lálá Casa de Arte com produção da Maré Produções Culturais e direção audiovisual da Movida Conteúdo.

O conceito de Doc Live foi criado por Dayse Porto, do Movida Conteúdo, e é um hibrido de shows ao vivo, performances e minidocs contando a história dos 10 anos do Oferendas e a relação do festival com a Festa de Iemanjá. Os minidocs são registros audiovisuais contendo as imagens de arquivos das outras edições do Festival e os depoimentos dos artistas que já participaram dessa celebração.

A curadoria se inspirou na ideia do sagrado para esta edição, e com ela a ideia de acolhimento, da maternidade trazida por Iemanjá, a grande mãe. “E junto com essa ideia da maternidade, do acolhimento, a transformação, pois estamos falando da história em um momento completamente diferente.”, diz Dayse.

Como idealizador do Festival e gestor do Lálá Casa de Arte, Luiz Ricardo Dantas comenta, “Chegar a 10ª edição é um momento muito forte, como o firmamento de um momento histórico, uma história e que deu certo e que vem como uma premiação. O Festival Oferendas veio como um agradecimento a Iemanjá pelo Lálá estar no Rio Vermelho, um lugar de encontros e esses encontros se transformam em um grande presente.”

Nara Couto por Edgar Azevedo

Como oferendas artísticas a Iemanjá, os artistas criaram apresentações especiais para o Festival. Hiran fará uma homenagem AFROFUTURISTA para Iemanjá; Nara Couto traz o show Brilho do Mar, de forma quase acústica, se apresenta junto a um piano e percussão; Ed Brass junto com o músico e luthier baiano Rafael Kalaunga, traz uma obra audiovisual única em homenagem a rainha do mar; Josyara se apresenta no formato violão e voz junto com Iara Rennó; Zé Manoel traz um pocket show cantando algumas canções de seus últimos álbuns, com participação do músico baiano Ícaro Sá e da cantora Luedji Luna, que irá apresentar também algumas canções de seu novo trabalho; Márcia Castro traz “Louvação”, uma apresentação com muita baianidade e fé junto com Margareth Menezes. Elas se encontram quase um ano depois do lançamento do sinlge “Arco-Íris do Amor”, primeira faixa do seu novo trabalho Axé.

Margareth Menezes

O público também será presenteado com uma mistura de ritmos trazidos por importantes Djs do Brasil: Dj Tutu, Dj Riffs, Dj Jerônimo e Dj Ubunto. Este ano, terá o Balaio Virtual com o intuito de criar redes entre amigos e artistas com o Lálá, uma apresentação que ligará São Paulo, Pernambuco e Salvador entre o Dj e Vj Mozart e a poeta Laura Castro e a performance LAVAGEM, criação de Olga Lamas e Raissa Bonfim, em seu 5º ano de parceria com o Oferendas.

O Balaio Virtual é uma criação da atriz e performer Paula Carneiro e este ano acontecerá em formato digital com curadoria da artista visual e sonora Andrea May. O Balaio é uma ação integrada ao Festival Oferendas e tem intuito de conectar as redes de amigos e artistas locais, nacionais e internacionais do LÁLÁ Casa de Arte.

A curadora, para esta 10ª edição, está selecionando imagens e peças de audiovisual – fotografias, ilustrações, performances, poesias, artes cênicas, dança e música, entre outras linguagens – para compor a representação simbólica de um Balaio de Oferendas, “deixei livre a interpretação de cada artista para esta saudação de fé em tempos de enfrentamentos e dúvidas, mas seguiremos vibrando nas boas energias da rainha do mar”, diz May.

Este ano, Iemanjá receberá uma oferenda muito especial, uma oferenda que conectará São Paulo, Pernambuco e Salvador. A ação artística criada pelo DJ e VJ Mozart, pernambucano radicado em São Paulo, com participação da poeta baiana Laura Castro será uma apresentação audiovisual imersiva. Mozart vai montar um estúdio em sua casa com cenografia e iluminação, será uma caverna marítima e submersa dentro da sala, onde terá peixes, sereias e outros elementos visuais conectados com o festival. As imagens serão projetadas nas paredes de sua casa e em um paredão da Rua da Consolação, uma das mais movimentadas de São Paulo. Laura trará a intervenção poética LUCAIYÁ, sobre o rio que atravessa Rio Vermelho e desemboca no mar. O que o LUCAIYÁ nos diria em fevereiro de 2021? O que nos dizem as águas no socorro de sua sobrevivência? Um riomar, como um corpo só, o Lucaia é aqui escutado como um ancestral vivo que na sua força e sabedoria prestamos nossa reverência, no encontro das divindades que regem suas águas, Oxum e Yemanjá. LUCAIYÁ é uma pesquisa artística de Laura Castro em parceria com Karla Brunet, abrigada no ECOARTE (IHAC/UFBA).

LAVAGEM, performance criada por Olga Lamas e Raissa Bonfim, estará presente no Festival em sua 5ª. Edição. Performance surgida em 2016 como parte das ações criativas do projeto Loucas do Riacho, evoca memórias, segredos, dores, gozos, silêncios e gritos de mulheres em comunhão na intenção de “lavar”, fissurar e abrir brechas nos habituais modos de existir (pré-fixados pelo patriarcado), ativando uma escuta sensível aos vestígios negligenciados da história “oficial” e investigando as marcas de violência que compõem tanto as mulheres quanto o espaço/cidade que elas habitam.

Todo um percurso artístico de convocação dessas instâncias é realizado durante a oficina, que culmina numa performance-oferenda de entrega de cabeças de flores à Iemanjá. Este ano, será um processo continuado que se estenderá por 21 dias até o dia 02 de fevereiro, com sugestões diárias de micro-performances rituais com a frase “Todo dia é de cuidar do coração do mar: micro-performances rituais para Iemanjá”, e é fruto da compreensão de que a oferenda é um modo de ativar as vias de comunicação com as forças materiais e invisíveis que nos regem. Entre os desafios estão: encontrar o fio da coletividade através da virtualidade; o de reconhecer as potências dos encontros propiciados no ambiente online sem negligenciar os encontros sutis que só podem ser vividos no tempo off-line; o de reelaborar sentidos que ativem a potência de estar viva; o de desembaraçar o novelo que une o cuidado ao medo, sabendo diferenciar quais são os atos e pensamentos que precisam ser alimentados numa atitude constante de cuidado consigo e com os outros.

O Festival tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultural do Ministério do Turismo, Governo Federal.

OBS: O Festival Oferendas Digital acontecerá apenas no ambiente virtual e seguirá todos os protocolos recomendados pela OMS e Ministério da Saúde para combater a pandemia (uso de máscaras e álcool em gel, e distância mínima de 1,5 metros entre as pessoas). Todos os artistas e equipe de produção serão testados antes dos shows transmitidos pelo canal do Lálá Casa de Arte no Youtube.

Serviço:
FESTIVAL OFERENDAS 2021
Data: 01 e 02 de Fevereiro
Transmissão: https://www.youtube.com/user/lalamultiespaco
01/02/2021
Início 18h Marcela Bellas
Ação Artística Laura Castro e Mosaum
Metá Metá convida Alessandra Leão
Josyara com Iara Rennó
Márcia Castro convida Margareth Menezes
DJ Riffs
02/02/2021
Início 15h. Hiran convida Nessa e Yan Could
B Negão convida Alice Caymmi
Nara Couto
Zé Manoel convida Luedi Luna
DJ Jeronimo
DJ Tutu
Dj Ubunto

ARTISTAS
1º DIA
ED BRASS – Artista sonoro, pesquisador e improvisador brasileiro, Edbrass Brasil atua em diversas áreas criativas, numa colaboração de mais de 20 anos com artistas da música, dança, literatura e performance. Na área musical, iniciou sua trajetória nos anos 90, integrado o universo da música afro-diaspórica produzida na Bahia, participando ativamente de diversos movimentos urbanos. Já se apresentou em festivais do México, França, EUA, Suíça, Alemanha e Brasil (Novas Frequências, Improfest, Digitália, Festival Oferendas), dentre outros. Em seu trabalho artístico atual, 7 Flechas, desenvolve uma pesquisa com a manipulação e colagem de gravações de campo, aliado ao uso de cantos e instrumentos de sopro não-convencionais. O interesse pela utilização de materiais orgânicos nas suas performances em 2020, marcando uma reaproximação do artista com a arte ambiental, rendeu convites para integrar o programa Convida do IMS, uma publicação no México, além do comissionamento da obra por festivais da Argentina e Suíça. Para o Festival Oferendas 2020, Edbrass convidou o músico e luthier baiano Rafael Kalaunga, para juntos produzirem uma obra audiovisual única em homenagem á rainha do Mar. Os artistas trabalharão a partir do elemento água, reverenciando sua força também como material criativo! Odoyá!

METÁ METÁ -O som do Metá Metá propõe uma maneira particular de cantar e tocar instrumentos, com ênfase nos arranjos rítmicos e polifônicos. Desde o primeiro disco, a banda chama atenção com a maneira com que mostra suas influências musicais que passam pela música brasileira, free jazz, música africana e rock. Metá Metá já se apresentou em importantes festivais internacionais com Transmusicales, Roskild e Primavera Sound e já dividiu palco com nomes como Kraftwerk e Nick Cave. Em 2016 Metá Metá ganhou o prêmio APCA (associação paulista de críticos de arte) de melhor disco. Metá Metá é considerado uma das bandas mais expressivas da atual música brasileira e já ganhou críticas elogiosas em veículos como The Guardian, The Wire e Idependent.

Josyara

JOSYARA – É cantora, compositora, instrumentista e arranjadora. Em 2018, lançou, com patrocínio do Natura Musical, o álbum “Mansa Fúria” trazendo em sua composição aspectos que reforça as suas raízes ribeirinhas e suas conexões com o mundo. Foi indicada a artista revelação no Troféu APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, entrando também em diversas listas de melhores disco do ano, dando a Josyara um sólido patamar de destaque no cenário musical brasileiro. No ano seguinte, em 2019, foi indicada ao Prêmio Multishow: Revelação do ano. Em parceria com Giovani Cidreira (BA) lançou em março 2020 o album Estreite, com produção musical de Junix11. Já em cenário de pandemia se junta a também baiana, Pitty, em um relançamento da música Anacrônico. Transmutando diferentes Bahias em filtros contemporâneos, Josyara, atualmente se dedica na produção musical do seu novo trabalho.

IARA RENNÓ – Cantora e compositora com mais de 100 músicas gravadas, Iara Rennó tem entre seus intérpretes Elza Soares, Ney Matogrosso, Gaby Amarantos, Jaloo, Ava Rocha, Virgínia Rodrigues e Lia de Itamaracá. Além disso, a artista atua também como instrumentista, arranjadora, atriz, poeta, diretora artística, diretora e produtora musical. Em 2019 trabalhou principalmente em dois grandes projetos, os musicais Macunaíma Ópera Tupi – Transcriação (SESC Vila Mariana, SP, fevereiro) e Pretoperitamar – O Caminho Que Vai Dar Aqui (SESC Pompéia). AfrodisíacA, seu mais novo projeto intersemiótico, reúne poesia, música, videoarte, websérie e até gastronomia. AfrodisíacA – o álbum – é um híbrido de música e poesia e foi lançado em outubro de 2020. Além deste, sua discografia solo inclui os discos Iaiá e os Erês (ybmusic, 2018); ARCO (ybmusic/ Selo Circus, 2016); FLECHA (ybmusic/ Selo Circus, 2016); IARA (Joia Moderna, 2013); Macunaíma Ópera Tupi (selo SESC, 2008, disco feito exclusivamente a partir da musicalização de trechos da obra original de Mário de Andrade).

DJ MOZAUM – Um artista, várias artes. Conhecido nas pistas com o DJ Mozaum, Mozart Santos é artista plástico consagrado no estado, produtor cultural, VJ e DJ. Radicado no Recife soma anos como agitador cultural da cidade. Mozart é criador de grandes festas que renovaram e movimentaram a cena do Recife, à exemplo da clássica Festa Ai Meu Corassaum e do Festival Open Rua. Brasilian bass, disco music, anos 80 e 90, pop, samba, carimbós, mashups e ritmos eletrônicos são alguns dos estilos musicais que compõem o set eclético, divertido e de alta qualidade de Mozart Santos, que imprime no seu trabalho de DJ, a versatilidade de seu trabalho de artista.

Márcia Castro

MÁRCIA CASTRO – Em 2006, conquistou o Braskem de Cultura e Arte, maior prêmio do cenário independente da música baiana, iniciando assim a gravação do seu 1º CD, “Pecadinho”, com produção musical de Luciano Salvador Bahia. Márcia foi convidada pela cantora argentina Mercedes Sosa para participação em seus shows na Alemanha, Israel e Brasil, passando pelas principais capitais do país. Em São Paulo, em 2012, a cantora lança o seu segundo álbum “De pés no chão”, produzido por Guilherme Kastrup e Rovilson Pascoal, através do programa Natura Musical, que também lhe agraciou com uma turnê por 6 capitais do país. Em 2014, Marcia Castro lança o seu terceiro álbum, “Das Coisas que Surgem”, com produção musical do paulista Gui Amabis e distribuição da Sony Music. Em paralelo a sua carreira autoral, Marcia promoveu nos verões baianos, por 4 anos consecutivos, o projeto “Pipoca Moderna”, reunindo no mesmo palco diversos artistas da música brasileira como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Otto, Baby do Brasil, Luiz Melodia, Elza Soraes, dentre outros. Em 2016, a cantora iniciou o projeto musical intitulado ELETROBAILADA, fundindo ritmos brasileiros e baianos à sonoridade eletrônica. Esse trabalho foi embrião do seu quarto disco, TRETA, produzido pelo baiano Marcos Vaz, radicado em São Paulo, com direção criativa de Giovanni Bianco e lançado pelo selo Joia Moderna, do DJ Zé Pedro. Agora, Marcia prepara-se para o lançamento do seu quinto álbum, intutulado AXÉ, um mergulho na sonoridade da música baiana dos anos 90, com direção artística de Marcus Preto, produção musical de Lucas Santtanna e Letieres Leite.

MARGARETH MENEZES – É da representatividade de um fazer musical urbano e com base ancestral fincada nas raízes afro-brasileiras que se fazem os 34 anos de carreira de Margareth Menezes. Uma das vozes mais potentes da música nacional, a cantora e compositora vive um novo momento de sua trajetória artística com marcos importantes: foi indicada pela quarta vez ao Grammy, a maior premiação de música do mundo; atuou como protagonista em um seriado de streaming voltado para a população negra; e foi nomeada embaixadora do Folclore e da Cultura Popular do Brasil pela IOV/UNESCO. O álbum mais recente, “Autêntica”, lançado em 2019, já anunciava um prelúdio de novos fazeres. Produzido onze anos após seu último disco em estúdio, a obra é uma celebração às mulheres e às questões sobre negritude, além de uma ode à faceta compositora de Margareth. São 13 canções, entre autorais e de compositores parceiros, que perpassam pela feminilidade e conceitos afins. Produzido por Tito Oliveira e gravado em quatro cidades do mundo – Salvador, São Paulo, Nova Iorque e Paris -, o disco foi indicado ao Grammy Latino 2020 na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa. Em mais de três décadas de trabalho, já são 17 obras lançadas, entre LPs, CDs e DVDs, e 23 turnês internacionais por todos os continentes do mundo. Uma das artistas brasileiras mais ouvidas internacionalmente, reverbera em seu trabalho a ancestralidade afro ao mesmo tempo em que se conecta a um vasto universo e moderno de possibilidades rítmicas. Atualmente, trabalha o show Afropop, com sucessos que a consagraram como principal representante do gênero no Brasil e que traz músicas que hits como “Faraó”, “Dandalunda”, “Elegibô”, “Toté de Maianga”, “Alegria da Cidade” e as novas “Canto da Massa” e “Todo Mundo’. Além dele, explora outras vertentes que sempre foram constantes e paralelas em sua carreira nos shows: Autêntica, com canções do novo disco, Para Gil e Caetano, um resgate do DVD gravado em homenagem aos dois grandes artistas baianos, Rebeldia Nordestina, que reúne músicas de gerações de compositores do Nordeste.

2º DIA

Hiran

HIRAN – É um rapper, cantor e compositor de Alagoinhas, Bahia, que vem ganhando os palcos e holofotes ao redor do Brasil. Já tendo dividido palcos e microfones com artistas como Caetano Veloso, Glória Groove, Ludmilla e Baianasystem, e já com dois discos bem sucedidos no mercado independente da música (“Tem Mana no Rap” e “Galinheiro”), ‘as portas foram abertas’ por e para Hiran.

Nêssa

NÊSSA – Os fãs costumam dizer que ela é a Beyoncé do pagodão baiano. A carreira de Nêssa começou em 2018 com o lançamento de três singles autorais: “Só vem”, “Hard” e “Não ando só”. Dois anos depois, ela já estava puxando trio ao lado de Pablo Vittar e participando do Carnaval do Psirico. Fez parcerias com ÀTTØØXXÁ , A Dama do Pagode, Nininha Problemática, Yan Cloud e Zamba fortalecendo a cena baiana e mostrando como é fortemente conectada com suas raízes. No início de 2021 já chegou forte com o projeto “Bota no repeat”, que traz uma série de lançamentos mensais. O primeiro single, “Atrevida”, chega nas plataformas digitais com participação de O Poeta. “Trago muitas influências da música periférica mundial, principalmente do pagodão que faz parte da minha vivência. Mas, o funk, o afrobeat e o trap são gêneros que também influenciam no meu som”, conta a cantora e compositora.

Yan

YAN CLOUD – Surgiu na cena em 2015 com o lançamento de vários singles. Em 2017, lançou o EP “Alívio”, primeiro trabalho solo, que ficou em oitavo lugar entre os melhores álbuns baianos do ano, em votação popular no site Elcabong. Em 2018, foi destaque na playlist oficial do Spotify R&B Brasil e a capa da playlist Rap Sex Tape. Em 2019, em parceria com Nêssa e Nininha Problemática, lançou a música “Que Calor” que atingiu a marca de 253 mil streams no Spotify. Daí em diante, foram participações no carnaval, turnê pelo Sudeste juntamente com Faustino Beats e, no final do ano, cantou no Festival da Virada Salvador. Em 2020, lançou a canção Aquele Swing em colaboração com Nêssa, ÀTTØØXXÁ e Zamba, que atingiu a marca de 690 mil streams no Spotify, e ganhou uma coreografia feita pelo FitDance que teve 244 mil views no canal. Participou em todos os dias do carnaval no trio do Psirico e Pablo Vittar, lançou clipe da música Bafana, que tem mais de 53 mil visualizações no YouTube, e seu segundo álbum “Pinkboy” que já conta com mais de 110 mil players no Spotify.

NARA COUTO – Dançarina, cantora, compositora e pesquisadora das culturas africanas e afro-brasileiras. A artista, que nasceu no bairro do Curuzu, em Salvador, começou a pesquisar, ainda adolescente, sobre a relação da musicalidade baiana com o continente africano. Influenciada pelas batidas do bloco afro Ilê Aiyê, se especializou em dança afro contemporânea. Atuou no Balé Folclórico da Bahia e viajou com grandes artistas da música como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Margareth Menezes, até́ ingressar na Orquestra Afro Sinfônica, em 2009, como vocalista Mezzo Soprano. Em 2018, lançou seu EP “Contipurânia”, com cinco canções, com forte referência à ancestralidade e suas raízes.

ALICE CAYMMI – Cantora, compositora e atriz. Em 2012, lançou seu primeiro álbum autoral, Alice Caymmi (Kuarup/Sony Music). Em 2014, ano que lançou Rainha dos Raios (Universal Music), a cantora ganhou o Prêmio Multishow na categoria Versão do Ano com a música “Homem” (CaetanoVeloso). Em 2015, foi uma das atrações do Palco Sunset, no Rock inRio, e arrancou elogios de crítica e público. Em 2016, lançou o DVD do Rainha, contemplado pelo Prêmio da Música Brasileira com o Melhor DVD, o show teve direção do idealizador e diretor criativo do SPFW, Paulo Borges. Agora, apresenta como compositora, parcerias com artistas como Pabllo Vittar, Luísa Sonza, Fafá de Belém, Cleo, Rafa Dias (ÀTTØØXXÁ), entre outros. Em 2018, lançou o terceiro álbum de estúdio, Alice (Universal Music), mergulhado no universo pop, um disco de transição estética, com parcerias inéditas como Ana Carolina (Inocente), Rincon Sapiência (Inimigos) e Pabllo Vittar (Eu Te Avisei). Em 2019 lançou ‘’Electra’’ pelo selo Joia Moderna Discos, um álbum voz e piano, gravado em apenas dois dias deixando um marco na produção musical.

Zé Manoel

ZÉ MANOEL – Zé Manoel é um pianista, compositor e cantor pernambucano, gravado por artistas como Ana Carolina, Elza Soares, Fafá de Belém. Ele tem 3 discos e um DVD lançados no Brasil, sendo 2 editados no Japão. Delírio de um Romance a Céu Aberto (2016), vencedor do Prêmio da Música Brasileira na categoria Projeto Especial. Em 2019, lançou o DVD ao vivo, homônimo, com participações de Virgínia Rodrigues, Mariana Aydar, Ava Rocha, dentre outros nomes, com direção do também premiado Paulo Borges. O álbum Canção e silêncio (2015), lançado através do edital Natura Musical, produzido pelo saudoso Carlos Alberto Miranda e por Kassin, teve uma edição japonesa, lançada pelo selo Core PORT, figurando nas listas de melhores lançamentos de 2015 no Japão e com vasta cobertura por revistas especializadas Em Outubro de 2020, lançou seu quarto álbum, intitulado Do Meu Coração Nu, com participações de nomes como Luedji Luna, do maestro Letieres Leite (Orquestra Rumpilezz), da cantora norte americana Gabriela Riley, num projeto onde aborda questões raciais, através de críticas sociais, do amor preto, do diálogo com outros artistas e pensadores pretos, com o intuito de reconstruir as histórias perdidas na diáspora africana.

LUEDJI LUNA – Cantora  baiana, Luedji Luna apresenta um trabalho sofisticado e ousado transitando entre o jazz, a MPB e os ritmos africanos em canções que abordam principalmente a identidade afro-brasileira. Lançou seu primeiro disco “Um Corpo no Mundo” em 2017, contemplado com o Prêmio Afro e Prêmio Bravo na categoria Revelação. Sua mais recente estreia foi o álbum “Bom Mesmo é estar debaixo d’água”, em 2020. O trabalho recebeu o prêmio de melhor disco no WME Awards e despontou em diversas listas de melhores discos do ano.

Na voz do apresentador e jornalista Jorge Gauthier, a 19ª Parada LGBTQIA+ da Bahia estreia neste sábado (5), das 18h às 20h, ao vivo nos canais “Me Salte” e Jornal CORREIO* (Instagram, Facebook e Youtube).

Para 2020 o evento virtual contará com a participação da atriz transgênero Matheuzza Xavier, Bagageryer Spilberg—transformista, a primeira vereadora trans e negra eleita para a cidade de São Paulo, Erika Hilton (PSOL), as cantoras Josyara e Doralyce, o rapper Hiran, entre outros.

Josyara

Em edição histórica, a 19ª Parada da Bahia — e 1ª realizada em ambiente virtual — traz o “racismo na comunidade LGBTQIA+” como tema central da programação. Para debater questões relacionadas a ‘LGBTQIA+fobia’, Jorge Gauthier convida à mesa o produtor cultural Alan Costa; Bruna Bastos — tatuadora e ativista negra; Ismael Carvalho —criador de conteúdo digital; Inaê Leoni — cofundadora do Coletivo das Liliths; Janda Mawusí — pedagoga; e a vereadora Érica Hilton.

“A 19 ª Parada tem como objetivo ampliar o tema ‘racismo’, que sempre esteve em evidência e agora está cada vez mais, principalmente com relação a LGBTQIA+fobia. As mesas de debate, assim como toda a programação, visam incentivar o cuidado com si e com todos, e a nossa luta para que a homofobia acabe”, afirma Marcelo Cerqueira, presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB).

Abrindo o mês de dezembro com informação e reflexão, a 19ª Parada LGBTQIA+ da Bahia também traz “fechação” como palavra de ordem do evento. As performances artísticas ficam a cargo do rapper Hiran — autor do hit “Tem Mana no Rap”; Matheuzza — revelação do 27º Prêmio Braskem; Bagageryer Spilberg — produtora do Miss Brasil Gay Versão Bahia, Josyara — cantora e compositora natural de Juazeiro (BA); e Doralyce a autora dos hits “Miss Beleza Universal” e “Canto da Revolução”.

PROGRAMAÇÃO

Mesas de debate

A partir das 18h, a Parada LGBTQIA+ recebe o idealizador do Coletivo Afrobapho e mobilizador social na “Campanha Jovem Negro Vivo” da Anistia Internacional Brasil, Alan Costa. Ao lado de Ismael Carvalho —Cofundador da “Preta Agência de Comunicação”, a mesa “Bichas Pretas” discute a vivência da comunidade LGBT no Brasil e no estado da Bahia, levando reflexões e informações a respeito da vulnerabilidade social de LGBT’sQIA+ negros e negras.

Na sequência, o evento virtual estreia a mesa “Negras, Lésbicas e Masculinizadas”. Entre as convidadxs, Bruna Bastos — sapatona negra, ativista e idealizadora da página “Sapatona a Entendida”, e Jandira Mawusí — idealizadora do “Coletivo Merê” e ativista nas causas raciais e de gênero LGBTQIA; dialogam sobre “lesbianidade” e “afroperspectiva”.

Ampliando os debates, a última mesa da noite traz a experiência da primeira vereadora trans e negra eleita de São Paulo — mulher mais votada da cidade com 50.508 votos pelo PSOL —, Erika Hilton. Além da vereadora, a 19º Parada LGBTQIA+ da Bahia convida à mesa “Transexuais e travestis negras não trabalham só em salão” a 1ª professora trans de São Francisco do Conde (BA), Inaê Leoni — multiartista no Coletivo das Liliths e autora do single “Onda”.

Performances artísticas

Além do levante social à reflexão e informação, a 19º Parada LGBTQIA+ da Bahia recebe as performances individuais de mais de 5 artistas conhecidos na cena baiana e por todo Brasil.

Quem estreia os palcos da Parada é a atriz, transgênero e preta Matheuzza Xavier — estrela do espetáculo Peles Negras, Máscaras Brancas – direção Onisajé. A artista figura ao lado da apresentadora, transformista e realizadora de concursos de beleza, Bagageryer Spilberg, além da artista visual e drag queen Malayka SN.

Já “Hiran”, baiano de 25 anos conhecido no rap nacional por hits como “Lágrima, feat. Gloria Groove, Baco Exu do Blues e Àttooxxá” e “Tem Mana no Rap”, collabs com o BaianaSystem, shows de abertura para BNegão e por figurar junto às cantoras Duda Beat (PE) e Ludmilla (RJ), tem lugar garantido no 19º ano da Parada. O rapper tem trazido à agenda da música independente brasileira uma nova integração de realidades e influências, buscando um novo ar para o hip hop da Bahia e o rap queer.

Outra estrela da noite é a pernambucana e cantora afrofuturista Doralyce, autora dos hits “Acenda a Luz”, “Eu Boto” e “O Boyzinho”. A artista é engajada em questões sociais, como mostra seus primeiros álbuns solos, Canto da Revolução (2017) e Pílula Livre (2019).

Ao lado de Doralyce, Josyara é responsável por sacudir a 19ª Parada LGBTQIA+ da Bahia, resgatando a energia do seu primeiro disco, Uni Versos (2012). A cantora natural de Juazeiro (BA) já levou os troféus de “Melhor Instrumentista” e o Escuta As Minas, tirando a inspiração do sertão para as letras.

Sobre a 19º Parada LGBTQIA+ da Bahia

Reunindo milhares de vozes todos os anos, o 19º ano da Parada LGBTQIA+ ocupa, dessa vez, os ambientes virtuais através da hashtag #paradalgbtqiadabahia2020. A frente da Parada por quase duas décadas, o Grupo Gay da Bahia (GGB) é o realizador do evento, com a produção da Maré Produções Culturais, patrocínio do Grupo Big, Goethe-Institut Salvador – Bahia e Criação de Conteúdo do Jornal CORREIO*/Me Salte e Movida Conteúdo.

SERVIÇO

19ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ da Bahia
Quando: 5 de dezembro, sábado;
Horário: das 18h às 20h.
Onde: ao vivo nos canais “Me Salte” e Jornal CORREIO*;
Participantes: Alan Costa, Bruna Bastos, Ismael Carvalho, Inae, Janda Mawusí, Érica Hilton, Hiran, Matheuzza, Bagageryer Spilberg, Josyara e Doralyce, Jorge Gauthier.

Foto Hiran por Kevin Oux

Hiran

Quinta, dia 23 de julho a partir das 20h temos mais um encontro marcado no Instagram @opente_afesta, lançamento do oitavo episódio do Programa Tela Preta.

Com apresentação de Uran[eu], a Live contará com a presença do franco-beninense Wil Futuro, doutorando em Cultura e Sociedade pelo Instituto de Humanidades, Artes e Ciências , IHAC-UFBA, pesquisador de Trajetórias Afrodiasporicas, ao lado de Hiran, cantor e compositor baiano da cidade de Alagoinhas na Bahia.

Wil Futuro

Duas narrativas necessárias nesse processo de auto conhecimento e buscas por respostas sensatas sobre questões inerentes a nossa formação enquanto cidadão plural e diversa.

Com direção de Maurício Pedreira, o Tela Preta está no Youtube do Canal  O Pente, sendo exibido todas as quintas, com convidados ilustres dos diversos setores das artes.

No oitavo episódio, além de Hiran e Wil, participação da cantora e produtora cultural Silvana Magda e do bailarino Danilo Gomes. Ela moradora de Nova York, passando a quarentena em Salvador e ele, expressando no corpo e fala, o pesadelo de dias isolados em um cruzeiro em Miami.

SERVIÇO

Live no Instagram @opente_afesta dia 23 de julho 20h com @hiran e @by.futuro / mediação @uranrodrigues

Programa Tela Preta/ Todas as quintas no YOUTUBE do canal O Pente / Ep 8 part Hiran, Silvana Magda, Wil Futuro e Danilo Gomes/  Apresentação Uran / Direção Maurício Pedreira

Assessoria de @tatyhayne

Apoiadores:

The Body Shop – @thebodyshopbrasil

Rei do Pirão – @reidopirao

Shanti Restaurante – @shantirestaurante

Sorvetes Real – @sorvetesreal

Bravo Burguer Beer – @eusoubravo

Solar Gastronomia- @solargastronomia

D’Salvador – @d_salvador

Origem Restaurante – @restauranteorigem

La Taperia – @lataperiasalvador

Petiscos Já – @petiscosjaoficial

Laranja Tangerina Bistrô – @laranjatangerinabistro

Ô lá em Casa Delivery – @olaemcasa.delivery

Stúdio Box -@studioboxoficial

Waleska Marinho- @waleskamarinho

Pasta em Casa @pastaemcasa

Cantina dos Artistas @cantina_dos_artistas

Euzaria @euzaria_

Pitaya- @pitayadrink

Di Janela @dijanela_gastronomia

Pasárgada Kebab Grill & Bar @vouprapasargada

Caxangá @vistacaxanga

 

Hiran por Fernando Young

Hoje, 06 de julho, o rapper baiano Hiran coloca no mundo o segundo disco de sua carreira, “Galinheiro”. No dia 26 de junho, o single e clipe homônimo foram lançados nas plataformas digitais e canal do Youtube de Hiran, respectivamente.

O álbum nasce a partir de experiências pessoais do artista, que define o ano de 2019 como um ano emocionalmente desgovernado, mas que o inspirou artisticamente.

“Eu estava vivendo em um ambiente de caos emocional e lutava por migalhas dentro de um contexto que eu mesmo não acreditava. Então quis dar uma resposta a essa realidade através do meu trabalho, produzindo, criando e ganhando com isso. É uma resposta à loucura que 2019 foi pra mim, onde realizei sonhos e ao mesmo tempo estive tão mal por dentro no que se diz respeito ao amor, e também à realidade que me vejo inserido, sendo corpo preto e LGBTQI+, numa conjuntura política deprimente. Mas ainda assim, posso afirmar que “Galinheiro” é um disco de amor no meio desse caos”, conta Hiran.

O disco, com produção musical de Tiago Simões (Cremenow Studio) e Mateus Gonçalves (alohamath), conta com nove faixas, traz alguns feats especiais, como a parceria com Tom Veloso na música “Gosto de Quero Mais”, que tem previsão de lançamento do clipe para o dia 09 de julho. Além de Tom, Hiran contou participações de Majur, Illy, Dicerqueira, Nininha Problemática, Ed Oladelê e Astralplane.

HIRAN
Uma das maiores identidades do Rap Nacional, Hiran, que hoje faz parte da Uns Produções e tem Paula Lavigne como empresária, vem construindo sua carreira aos olhos de grandes artistas como Caetano Veloso, e ao lado de Teresa Cristina, Majur e Banda Dônica. O rapper tem trazido à agenda da música independente brasileira uma nova integração de realidades e influências, buscando um novo ar pro hip hop da Bahia e pro rap queer. Seu último sucesso, “Lágrima”, lançado em agosto de 2019, contou com a participação de Gloria Groove, Baco Exu do Blues e Àttooxxá.
O rapper baiano de 25 anos, abertamente gay, traz novas posturas para o tópico. No primeiro álbum de estúdio, intitulado “Tem Mana No Rap”, com 8 faixas autorais e instrumentais marcantes do seu melhor amigo Tiago Simões, Hiran apresenta a sua visão sobre os problemas que envolvem o contexto político do país. Sua música mistura os toques, beats, suingues, métricas e flows que passeiam entre o ‘grimme’ londrino, o funk carioca, o r&b norte-americano e a vasta gama de possibilidades musicais residentes em Salvador.
Desde 2017 vem marcando forte presença em palcos baianos, paulistas e cariocas. Já participou do carnaval com o grupo BaianaSystem; fez shows de abertura para BNegão em São Paulo; abriu a temporada do programa Cultura Livre; se apresentou no Circo Voador, no Rio de Janeiro, com Letrux e Jeza da Pedra e figurou junto às cantoras Duda Beat (PE) e Ludmilla (RJ) a campanha collab das marcas Melissa e Rider, onde misturam o pop, o funk e o trap pra eternizar a parceria entre marcas co-irmãs, recriando a track “Cheguei” para um novo clipe. Em 2019 se apresentou no badalado Baile da Vogue; na Virada Cultural de São Paulo e no programa Criança Esperança [Rede Globo], além de cantar em diversos camarotes no carnaval de Salvador, se apresentando nos trios elétricos de Daniela Mercury, Psirico e no Camarote Expresso 2222.


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