terça-feira, 23 julho 2024
Faccia Cure
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Giovani CIdreira

Foto de Felipe Ribeiro

A composição é uma parceria da dupla com Alice Caymmi e teve produção de Janluska e Enzo Dicarlo.  Um clipe dirigido por Felipe Ribeiro acompanha o lançamento do selo Alá com distribuição da Altafonte.

O coração aponta os rumos que ANTTÓNIA e Giovani Cidreira cantam em “Me leva”. Transtornos mentais, intensidade e fluidez se encontram neste novo single. A faixa é um pop leve contemporâneo com letra densa e um encontro formidável.

“Me leva” indica a nova fase da carreira de ANTTÓNIA. Novo nome, novos ares, novo momento. “Claro que ali está a artista de ‘Milagros’, ‘Luzia  2020’ e ‘Ímpar 60’ (os três álbuns da discografia da cantora), mas acho que estou pronta para iniciar um novo momento na musica”, afirma.

Ela conta que conheceu Giovani através de amigos da música e o que era só admiração, se tornou uma união sonora interessante. “ Fiquei  surpreso quando ela me mostrou o início dessa música que traz com um tema seríssimo. Finalizei com Alice e gostei muito do resultado da faixa, porque apesar de ser uma canção com o assunto mais complexo que já gravei, ela  ficou com um clima muito envolvente”, comemora Giovani.

Enquanto o toque ainda permanece como desejo, o projeto TOCA!, que, desde 2018, promove a música autoral contemporânea brasileira em Salvador, se transforma.

Do Pátio do Goethe- Institut Salvador, onde 19 edições com shows de artistas da Bahia e do Brasil foram realizadas em dois anos, ele se move ao Teatro e assume formato audiovisual: o “TOCA! na Mão”. Compondo-se como uma espécie de videocast, cada episódio mistura show com entrevista num produto feito para ser fruído em vídeo, montado, gravado e editado com rigor artístico.

Esta temporada especial reúne nomes da mais inventiva produção musical baiana na atualidade: Livia Nery, com lançamento no dia 2 de dezembro; Manuela Rodrigues, em 7 de dezembro; Rachel Reis, no dia 12; e fechando com Giovani Cidreira, em 17 de dezembro.

Os materiais entram no ar sempre ao meio-dia, no canal de YouTube do TOCA! Salvador.
Realizado pela Dimenti Produções Culturais, InsPire Music e Goethe-Institut Salvador-Bahia, o TOCA!, em sua versão original, tem como principal característica o fato de proporcionar uma proximidade singular dos artistas em cena com suas plateias, com o palco situado praticamente no mesmo nível da audiência.

No contexto pandêmico, que suspendeu a continuidade dos eventos e que restringe o alcance físico, esta particularidade inspira o clima dos videocasts: intimista, revelador, de mãos dadas, mesmo que a distância. A iluminação e os planos de câmera dão ênfase a detalhes corporais e expressivos, enquanto as convidadas e convidado apresentam suas músicas e falam de suas motivações, inspirações e aspirações artísticas e de construção de mundo. O “TOCA! na Mão” toma a mão como metáfora de conexão e acredita que podemos nos manter em contato. Das telas em que se exibem, os vídeos são tocas feitas de afeto, encontros tocantes entre artistas e seus públicos, em que se tocam instrumentos, ao toque de smartphones, computadores e TVs, para seguir tocando em frente.

ARTISTAS – Cantora, compositora e produtora musical, Livia Nery lançou em 2019 seu elogiado primeiro disco, “Estranha Melodia”, produzido por ela e Curumin, com trajetória singular. Seu primeiro EP, “Vulcanidades” (2017), tem produção assinada também por ela ao lado de Rafa Dias (ÀTTØØXXÁ) e lhe rendeu a conquista da categoria de melhor intérprete feminina do Prêmio Caymmi. Com seu cruzamento de música urbana com o cancioneiro brasileiro, já mergulhou em laboratórios e investigações envolvendo música e tecnologia, em projetos como “PULSO” – uma residência artística na Red Bull Station – e “Super Violão Mashup” – assumindo, ao vivo, a manipulação eletrônica de um violão em projeto no Oi Futuro. Como produtora, assinou faixas para Letrux e Luisão Pereira. No palco, já esteve em importantes espaços e festivais como Coquetel Molotov, Festival Radioca, Circo Voador e projeto Coro de Rua.

Com uma significativa experiência artística e musical, Manuela Rodrigues continua conquistando espaço e reconhecimento ao longo de sua trajetória, que começou aos nove anos com estudo de flauta, piano erudito, iniciação musical, canto coral, até sua formação em Canto pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2001. A cantora e compositora estudou música na cidade de New Orleans, nos EUA, mergulhando no universo da experimentação. Sua discografia inclui “Rotas” (2003), “Uma outra qualquer por aí” (2011) e “Se a canção mudasse tudo” (2016). Além de ter a composição como um traço marcante em sua carreira, Manuela também se destaca pela presença de palco em suas apresentações com grande força teatral. Em seu mais recente show, “Grito”, ela canta e toca piano, numa formação minimalista. As temáticas das canções são desabafos, uma catarse a partir de questões de relacionamentos, políticas, existenciais e que atingem a mulher negra na sociedade.

Nascida em Feira de Santana, Rachel Reis é uma nova cantora da cena baiana. Seu trabalho é uma mistura da essência da música do estado com referências do universo pop. Mostra personalidade no canto, na presença e nas composições que abordam dilemas amorosos contemporâneos. Rachel tem apenas 23 anos e iniciou sua carreira em 2016, com covers e versões para mostrar sua face compositora. “Ventilador”, o primeiro single, chegou com videoclipe e foi lançado em janeiro deste ano. A música acumulou mais de 100 mil reproduções só no Spotify e entrou em mais de 2 mil playlists, incluindo editoriais da plataforma, como Brasil 360 e Novidades da Semana, mostrando um início de sucesso.

Giovani Cidreira iniciou sua carreira musical em 2006, como vocalista da banda Velotroz. Desde então, desenvolveu seu trabalho como compositor, arranjador e cantor, que tem como base um híbrido de rock contemporâneo com claras influências da música popular brasileira dos anos 1970 e sonoridades contemporâneas das mais diversas localidades. Sua obra, essencialmente autobiográfica, dialoga diretamente com a literatura, o audiovisual e as artes visuais, mesclando os elementos culturais diversificados que compõem o seu repertório. Seus lançamentos mais recentes surgiram em 2020 durante o confinamento ocasionado pela pandemia da Covid-19: “Estreite”, disco em parceria com Josyara, e “MANO*MAGO”, EP com o produtor Mahal Pita. “Mix$take” (2019) e o álbum de estreia, “Japanese Food” (2017), completam sua discografia.

HISTÓRICO DO TOCA! – Em seu ano de estreia, de setembro a dezembro de 2018, o TOCA! teve sete edições, com shows de Jaloo; Ana Müller; IFÁ convidando Lazzo Matumbi; francisco, el hombre; Tuyo e Ronei Jorge; Metá Metá e Analog Africa; e Majur e Duda Beat. Ao longo de 2019, foram mais 12 edições, com Lazzo Matumbi; IFÁ convidando Anelis Assumpção; Afrocidade e Neo Muyanga; Mulamba; Rita Benneditto; Phill Veras e Edu; Larissa Luz e Larissa Lacerda; Filipe Catto e Ace of Diamonds; Panteras Negras convidando Luedji Luna e Okwei Odili; Marcelo Jeneci; Vanguart e Arthur Matos; e Carne Doce e Andrea Martins.

TOCA! na Mão
Livia Nery – 2 de dezembro
Manuela Rodrigues – 7 de dezembro
Rachel Reis – 12 de dezembro
Giovani Cidreira – 17 de dezembro
Lançamento sempre ao meio-dia
No canal de YouTube do TOCA! Salvador (http://tinyurl.com/tocasalvador)
Realização: Dimenti Produções Culturais, InsPire Music e Goethe-Institut Salvador-Bahia
www.instagram.com/toca_salvador www.facebook.com/tocasalvador

Manuela por Sara Regis

Skol e Governo da Bahia apresentam a terceira edição do festival No Ar Coquetel Molotov na capital baiana no dia 14 de janeiro no Museu du Ritmo, bairro do Comércio em Salvador.  O evento nascido em Recife, já realizou edições em Salvador nos anos de 2010 e 2011, trazendo artistas de peso na cena internacional como Dinosaur Jr. (EUA), SoKo (França) e Guillemots (Inglaterra) e Tom Zé.

Céu, OQuadro, Ava Rocha, Boogarins, Giovani Cidreira, Ventre, Bagum e Lívia Nery estão na programação de shows no local em dois palcos com shows que começam a partir das 17h, tendo ainda uma feira cultural com expositores da área de moda e design.

Fazendo no festival No Ar o show do elogiado disco “Tropix” (Slap, 2016), a cantora paulista Céu ganhou neste ano o prêmio de “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa” no último Grammy Latino. Em seu disco mais recente, Céu brinca com beats em um trabalho sintético, noturno, reluzente em um mergulho neste universo de texturas artificiais. “Tropix” atravessa diferentes experimentos sônicos da segunda metade do século passado: o trip hop dos anos 90, a discoteca do final dos anos 70, o R&B dos anos 80 e o casamento do hip hop com a música eletrônica.

Outra atração bastante aguardada para o evento em Salvador é a banda goiana Boogarins, que atualmente é a banda brasileira que mais se destaca no cenário independente no exterior. Só em 2016, a banda fez duas turnês pela Europa e pelos Estados Unidos, onde lançaram o seu segundo disco pelo selo Other Music e distribuição da Fat Possum. Seu rock and roll está enraizado nas tradições do Tropicalismo nutrido na cultura contemporânea música global com muitos toque de psicodelia nas guitarras.

A cantora Ava Rocha, filha do cineasta baiano Glauber Rocha, vai se apresentar pela primeira vez em Salvador e é hoje uma das mais importantes artistas desta geração. Seu primeiro álbum solo, “Ava Patrya Yndia Yracema” lançado em 2015 foi incluído em diversas listas de melhores do ano, entre elas, as listas da revista Rolling Stone e a do crítico Ben Ratliff, do jornal norte-americano The New York Times. Também em 2015 ganhou o prêmio de artista revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), além dos prêmios de “melhor hit” e “artista revelação” no Prêmio Multishow 2015.

O festival No Ar também apresenta o show da banda carioca Ventre, uma das revelações do cenário alternativo brasileiro. Formado por Larissa Conforto (bateria), Hugo Noguchi (baixo) e Gabriel Ventura (guitarra e vocal), a Ventre tem algo de stoner-rock e mais além com digressões pop e camadas de efeito e faixas que se conversam num misto de prazer e trivialidades. Seu disco de estreia homônimo foi lançado no final de 2015 com a produção da banda e parceria de vários amigos. Atualmente, o grupo divulga o DVD “Ao Vivo no Meyer” (20l,,16) em que mostra toda a força de sua música.

Dentre as atrações baianas que vão se apresentar no festival nos palcos do Museu du Ritmo está o grupo OQuadro. A banda mescla influências que passam pelo hip-hop, rap, ijexá e afrobeat, entre outros estilos. Após mais de dez de carreira, o grupo lançou seu primeiro álbum, o autointitulado “OQuadro”, em 2012, com participações do cantor Guilherme Arantes e da rapper Lurdez da Luz. Com o lançamento do disco, a banda conseguiu maior visibilidade fora da Bahia e até internacionalmente, participando de festivais na Inglaterra (Bass Festival) e na Dinamarca (Roskilde).

O cantor Giovani Cidreira começou sua carreira em 2006, como vocalista da Velotroz, banda conhecida no cenário rocker independente de Salvador. Em 2014, lançou seu primeiro EP solo, depois de vencer o prêmio de Melhor Música com Letra (“Ancohuma”) no XII Festival de Música da Rádio Educadora FM. Em 2017, Giovani vai lançar o seu primeiro álbum solo, por meio do projeto Natura Musical.

Cantora e compositora nascida em Salvador, Livia Nery leva para o palco suas experiências com teclado, sampler, voz e loop stations, numa experimentação musical que cruza música urbana com soul e cancioneiro popular do nordeste brasileiro. Este ano, fez apresentações no Rio de Janeiro e Buenos Aires, além de ter participado da coletânea “Pulso 2016”, fruto da residência artística na Red Bull Station, em São Paulo.

O trio instrumental Bagum é representante de uma novíssima cena musical baiana, nascido em 2016. Com um EP novo a ser lançado no festival, o projeto basicamente instrumental, cujo nome pode remeter a “bagunça”, vem com influências fortes de new jazz, hip-hop, post-rock e ritmos afro-brasileiros.

Os ingressos para o No Ar Coquetel Molotov em Salvador já estão à venda no SYMPLA, pelos valores de R$ 20 (meia), R$ 40 (inteira) e R$ 30 (social). Para ter direito a ingresso pelo valor Social, é preciso doar um livro infantil (não-didático) no dia do evento. As doações serão entregues após o evento à Biblioteca do Lalá no Rio Vermelho.

SERVIÇO:

O QUE: Festival No Ar Coquetel Molotov – Edição Salvador com Céu, OQuadro, Ava Rocha, Boogarins, Giovani Cidreira, Ventre, Bagum e Lívia Nery

QUANDO: Sábado, dia 14 de janeiro de 2017, a partir das 17h.

ONDE: Museu Du Ritmo (Travessa do Cais do Ouro – Comércio), em Salvador.

QUANTO:  R$ 40 (inteira), R$ 30 (social) e R$ 20 (meia-entrada).

ONDE COMPRAR: SYMPLA | Ingresso social com doação de livro infantil não-didático.

 


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