terça-feira, 21 maio 2024
Mariposa Itaigara
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Deboche

De 16 a 19 de junho, às 19h, o Teatro Gregório de Mattos recebe o espetáculo “Deboche”, uma produção da Escola de Teatro da UFBA com direção de Paulinho Machado e orientação dos professores João Sanches e Leticia Bianchi (co-orientadora).

A peça é uma livre adaptação do texto “Computa, Computador, Computa” escrito durante a o regime militar no Brasil pelo dramaturgo, poeta e escritor Millôr Fernandes para a atriz Fernanda Montenegro.

Com humor, mistura musical entre ritmos tradicionais e eletrônicos, e um visual que une o pop retrô dos anos 70 com a moda futurista, o espetáculo busca refletir sobre os preconceitos da elite brasileira que atravessam a história e até hoje se fazem presentes no dia a dia. Os ingressos estão a venda no Sympla  e custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

A primeira montagem do texto aconteceu em março de 1972, com uma abordagem lúdica e contemporânea ao nosso período, mas contemplando os mesmos assuntos que atravessam a sociedade ainda hoje, como responsabilidade socioambiental, censura, corrupção, misoginia, racismo, homofobia, dentre outras questões.

A peça retrata o desespero de uma atriz que acaba de nascer em um ambiente desconhecido, de difícil adaptação. Com um diálogo direto, numa espécie de “radiografia” da classe média nacional, “Deboche” levanta questões e critica pensamentos preconceituosos e elitistas, através de um diálogo debochado, musicado, engraçado, irônico e dinâmico.

“Deboche é meu espetáculo de formação na UFBA e o principal objetivo dele é usar do humor, da ironia, do deboche, para provocar pensamentos reflexivos sobre o atual momento político-social que estamos vivendo, além de gerar debates dentro e fora do ambiente acadêmico, levantando questões importantes para a sociedade em um diálogo direto com o público. Deboche é uma gargalhada irônica, musicada, política, nordestina, brasileira, latina, tecnobregacircenseafropunkfunkeira. Um deboche!”, afirma Paulinho Machado, que também é ator há 14 anos.

A visualidade do espetáculo ficou por conta da artista baiana Padmateo, que ao lado de Paulinho Machado uniu o futurismo com o retrô, com o circo, com o brega, o neon e muito mais, para conceber a identidade visual que incorpora os cenários e figurinos. Entre as principais referências estão David Bowie, Grace Jones, o estilo cyberpunk e a estética espacial.

“No cenário temos uma instalação emulando pistas de dança com estética rock e ferro velho. A visualidade também traz referências a bandeira nacional brasileira. Elementos como fios, antenas, carcaças de aparelhos tecnológicos trazem uma referência robótica, como se toda a cena fizesse parte desse mesmo sistema integrado, um grande robô, uma grande pista de dança”, completa Padmateo.

O universo futurista e irônico também se faz presente no trabalho de corpo dos atores, como revela a diretora de movimento e preparadora corporal Daniela Botero Marulanda, que ao longo do processo brincou com o clichê e com a surpresa na música e no texto para desenhar uma crítica, uma gargalhada que fale dos nossos corpos cansados.

“Experimentamos um trabalho físico e expressivo que brinca com gestos, poses e movimentos que nos remetem a acontecimentos recentes da realidade nacional. O trabalho coreográfico se alinha também com a ideia da repetição. Corpos automatas, robotizados que tentam sair da continuidade mas acabam achando poucas respostas originais. Corpos que podem rir ironicamente da incapacidade de mudar as coisas. Corpos que podem rir porque acreditam que podem mudar as coisas”, explica Daniela.

Um dos orientadores do projeto, o professor, diretor e dramaturgo, João Sanches, acredita que a versão de Paulinho Machado mantém as características essenciais da obra de Millôr Fernandes, ao mesmo tempo que atualiza e potencializa as questões sociais do texto.

“Montar um texto que foi censurado já torna esse espetáculo muito potente, mas para além disso, a encenação retrata muito bem a polifonia de discursos sociais duvidosos e variados que vivemos atualmente, o que torna tudo muito mais complexo do que sempre pareceu ser”, conclui o orientador.

SERVIÇO:

DEBOCHE – Um Espetáculo de Paulinho Machado
Quando – 16 a 19 de junho de 2022
Horário: 19h
Onde – Teatro Gregório de Mattos
Quanto – R$ 20,00 (inteira) R$ 10,00 (meia) | Via Sympla
Classificação – 16 anos

Segue por todas as quartas de janeiro o ensaio mais sensual e desejado do verão: Ensaios de Léo Santana, que vai receber nessa semana(06), no palco, o príncipe do gueto, Igor Kannário, “É Tudo nosso, nada deles…” e o axé provocante da cantora Alinne Rosa.

Mais uma vez mostrando ser adepto da mistura de ritmos, Léo Santana promete fazer todo mundo ferver nesse verão ao som de suas músicas e do seu novo sucesso, que já está na boca da galera “Deboche”.

O ensaio que acontece à partir das 22h na Paddock  Eventos na Avenida Orlando Gomes em Piatã. Salvador, conta com uma mega estrutura, para garantir comodidade e conforto aos fãs do cantor, com estacionamento, bares espalhados por toda área e sempre com convidados ilustres.

SERVIÇO:

O QUE: Quarta do Deboche com Léo Santana / Convidados Igor Kannário e Alinne Rosa

ONDE: Paddock Eventos / Av. Orlando Gomes, Piatã

QUANDO: Quarta(06 de Janeiro) à partir da 22hs

QUANTO: Pista: Meia: R$50,00/ Front Stage Meia: R$70,00 | Inteira: R$140,00

CLASSIFICAÇÃO: 16 anos

VENDAS: Balcões de Ingresso, Balcão Pida, Ticketmix


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