terça-feira, 27 setembro 2022
Maria Mata Mouro 1
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Amor Preto

Falar de amor preto é uma necessidade recorrente para todos os pretos. Muitas discursões ideologicas são levantadas sempre, mas o fato é que juntos e com os nossos a força é maior e os laços de ancestralidade e resistência são reestabelecidos.

Uma preocupação dos empresários Lucas e Murilo Dilay da Chato Afro Culture. A marca que trabalha a moda além da estética, sem padrões e com a responsabilidade de mostrar campanhas que dialogem com as vivências e identidade dos seus semelhantes.

“Dengo é o que nos queremos levar a cada uma e cada um através de nossas peças, pensadas com todo carinho para exaltar a realeza e ancestralidade do nosso povo, contribuindo com o processo de autoamor que se reflete na nossa capacidade de amor quem se parece conosco. Amor preto é dengo, é revolucionário, potente e lindo!!“ citação do insta da marca.

O jovem compositor e cantor Taian Paim com Amanda Ribeiro, apresentando o possível AFETO PRETO, o sonhado relacionamento afrocentrado.

“Inicialmente, é importante dizer que não há como falar de amor preto sem uma perspectiva histórica. A colonização no Brasil não foi apenas um modelo de economia, mas influenciou em todas as nossas dinâmicas, inclusive de afeto. Essa influência foi determinada pelas inúmeras violências que tentavam minar nossas possibilidades afetivas que, muitas vezes eram contrapostas à luta pela sobrevivência; na construção de um auto ódio que se refletia em como enxergávamos nossos pares, através da ideia introjetada no nosso imaginário de que não éramos belos e dignos de amor, mas também numa romantização equivocada das relações, que é mais um produto ocidental. É por isso que falar de amor preto não é simplesmente falar de amor afrocentrado. Não se trata apenas de duas pessoas pretas se relacionando afetivamente, mas de pessoas pretas construindo AMOR como POTÊNCIA, conforme nos ensina a filosofia ancestral, e contrariando a lógica ocidental que prega um amor pautado no ego e no controle do outro. O amor preto deve ser compreendido como uma declaração de autoamor, como um ato de resistência e partilha que potencializa nossa força de enfrentamento às opressões, expandindo possibilidades de cura e fortalecimento tanto individual quanto de toda a nossa comunidade. AME SEU PRETX”, mais do instagram.

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