Fé, dedicação e saberes manuais marcaram a trajetória da artesã Maria Roza Araújo, de 78 anos, moradora da comunidade Fazenda Riacho Seco, em Ituaçu (BA). No Mês do Artesão, sua história se destaca como exemplo de como o artesanato pode transformar vidas, gerar renda e fortalecer comunidades.
Maria Roza começou a trabalhar com artesanato após sentir, segundo ela, uma espécie de chamado interior para seguir esse caminho. A partir desse momento, passou a desenvolver peças utilizando diferentes técnicas, entre elas trabalhos com a palha do coqueiro licuri, vagonite e crochê.
Com o passar do tempo, o que começou como um aprendizado pessoal se transformou em uma fonte de realização, sustento e inspiração para outras pessoas. Hoje, além de produzir suas próprias peças, Maria Roza dedica parte de sua trajetória a compartilhar conhecimentos com mulheres da comunidade.
Há 28 anos, a artesã promove cursos e oficinas de artesanato, ensinando técnicas manuais e incentivando a autonomia financeira de outras mulheres da região.
“O resultado é visível. Muitas participantes passaram a ter sua própria fonte de renda a partir do artesanato”, destaca Maria.
Para ela, o artesanato representou uma grande transformação de vida. “Eu era uma pessoa que trabalhava na roça, mas hoje, graças a Deus, tenho minha loja de artesanato e tenho expandido meu trabalho para muitos lugares”, conta.
Entre as conquistas que marcaram sua trajetória está também a Carteira de Mestre Artesã, reconhecimento concedido a profissionais que se destacam pela dedicação e pela transmissão de saberes tradicionais.
De acordo com Weslen Moreira, coordenador de Fomento ao Artesanato da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (SETRE), histórias como a de Maria demonstram o impacto das políticas públicas voltadas ao setor.
“Quando investimos em qualificação, promoção e comercialização, ampliamos as oportunidades de mercado e valorizamos quem transforma criatividade em sustento e identidade cultural”, afirma.
O secretário da pasta, Augusto Vasconcelos, também destaca o papel do artesanato na geração de renda e preservação cultural.
“Histórias como a de Maria Roza mostram que o artesanato é muito mais do que produção manual. É cultura, identidade e oportunidade para milhares de famílias.”
Iniciativas como o Programa do Artesanato da Bahia, política pública do Governo do Estado coordenada pela SETRE, atuam no fortalecimento do setor por meio de ações de qualificação, inovação, promoção e apoio à comercialização, contribuindo para o desenvolvimento econômico de comunidades e para a valorização da cultura local.