
O trio Gilsons apresenta seu segundo álbum, “Eu Vejo Luz em Maior Proporção do Que eu Vejo a Escuridão”, consolidando uma sonoridade que equilibra tradição e experimentação dentro da música brasileira.

Formado por João Gil, José Gil e Fran Gil, o grupo segue aprofundando uma identidade própria que nasce da herança de Gilberto Gil, mas se expande para novas referências, incorporando elementos do pop, hip-hop e música eletrônica.
Com dez faixas inéditas, o disco reforça esse trânsito entre gerações e estilos, mantendo a essência da chamada música baiana contemporânea, mas sem se prender a um formato fixo.
O projeto também amplia conexões com participações de nomes como Arnaldo Antunes, Caetano Veloso e Júlia Mestre, além da presença da musicista gambiana Sona Jobarteh, trazendo uma camada ainda mais diversa ao trabalho.
Entre os destaques, a faixa “Bem Me Quer” retoma a conexão com o Olodum, reforçando a influência direta da Bahia na construção sonora do grupo.
Já músicas como “Vai Chover” e “Minha Flor” apontam para um disco mais sensorial e imagético, conceito que também aparece na capa, representada por uma árvore que simboliza raízes, ciclos e crescimento.
O álbum também atravessa um momento pessoal importante para o trio, marcado pela perda de Preta Gil, mãe de Fran, durante o processo de produção. Sem se estruturar como um disco sobre isso, o trabalho carrega camadas emocionais que surgem de forma natural ao longo das faixas.

Na sequência do lançamento, os Gilsons iniciam uma nova turnê, com datas já confirmadas no Brasil e no exterior, incluindo passagem pelo Festival de Inverno Rio e Rock in Rio 2026, onde se apresentam ao lado de convidados como o próprio Olodum e Daniela Mercury.
Mais do que dar continuidade ao sucesso de “Várias Queixas”, o novo álbum reafirma o grupo como um dos nomes que melhor traduzem a evolução da música brasileira contemporânea, conectando passado, presente e novas possibilidades sonoras.
